Os Sete Clássicos Militares da China Antiga

Pintura representando o imperador Shenzong, da dinastia Song, compilador dos Sete Clássicos Militares da China Antiga.

Talvez você tenha lido o livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e pensado:

grande coisa, minha filha de sete anos consegue fazer melhor.

Ou talvez tenha sido o contrário: leu e gostou tanto que passou a recomendá-lo a todo seu círculo de amizades, familiares e animais de estimação.

(Talvez você nem tenha lido e, nesse caso, faça o download da obra logo após concluir a leitura atual.)

Qualquer que seja o seu caso, no entanto, estando você de frente para este blog neste exato momento, não tem como ficar completamente indiferente aos clássicos da literatura chinesa.

Aqui no blog você já teve a oportunidade de conhecer o Livro das Canções (Shijing) - um marco da literatura e poesia chinesa.

Agora, quero apresentar um conjunto de livros conhecidos como Sete Clássicos Militares da China Antiga - a respeito dos quais  já tinha dado uma dica no post anterior, sobre os 36 Estratagemas.

E embora sejam sete, trataremos tão somente de seis deles - sim, pois um é exatamente A Arte da Guerra, que já está mais do que devidamente apresentado.

Vem comigo e se lembre de deixar seu comentário no final do post!

Sete Clássicos Militares da China Antiga - o conjunto da obra



Antes de chegarmos lá, no entanto, vamos saber um pouco mais sobre o conjunto da obra.

Pra começo de conversa, trata-se de um compêndio de sete livros (ok, isso você já percebeu) escritos entre o séc. VI AEC e o séc. VIII EC.

Vale notar que esses períodos aí se referem, em muitos casos (se não em todos), à época na qual cada obra se cristalizou mais ou menos com a forma que conhecemos atualmente.

Ou seja, alguns desses textos tem origens em épocas ainda mais antigas!

Independente e apesar disso, eles foram reunidos sob esta alcunha ali pelo séc. XI - quando gigantes caminhavam sobre a terra... digo, quando a dinastia Song dominava a China.

Diz a galera do The Washington Post que, embora muitos regentes chineses preferissem soluções não militares para os problemas do império, eles tinham a necessidade de possuir exércitos confiáveis para proteger as fronteiras contra invasões de tribos nômades "bárbaras". Ao mesmo tempo, ao longo dos séculos, acadêmicos preservavam e estudavam os antigos tratados militares.

Provavelmente em um contexto muito semelhante a esse, o imperador Shenzong, sexto da dinastia Song, acabou por definir quais textos deveriam compor uma antologia relativa à ciência militar - ou algo que o valha.

Quem nos passa a fita é o cara que traduziu os Clássicos para o inglês, Ralph D. Sawyer:

Compilado por ordem imperial em meados do século XI, para preservar e disseminar o conhecimento marcial, quando os Song foram confrontados por ameaças quase insuperáveis surgidas de além da demarcação da estepe sedentária, os sete textos clássicos foram designados como materiais essenciais para os exames militares imperiais e assim afetaram de forma desproporcional o pensamento militar subsequente.

Batman v. Superman, ou a ciência militar chinesa


Escultura de Batman lutando com o Superman, exibida na Comic-Con de San Diego, em 2012.

É o Sawyer também quem nos fornece o contexto básico a respeito da origem das obras:

O período dos Estados Combatentes testemunhou inovações inigualáveis nos métodos de se fazer a guerra, a emergência de novas idéias políticas e filosóficas e a rápida ascensão de batalhas em larga escala, baseadas em infantaria. Confrontados com a praticamente inalcançável tarefa de comandar vastas forças, solucionar problemas logísticos e de disposição das tropas, bem como manter o moral (ch'i) de suas tropas, comandantes foram compelidos a contemplar a natureza de atividades militares, criando portanto a ciência militar da China.

Essa criação da ciência militar chinesa foi consubstanciada nesses sete livros, que, ainda segundo Sawyer, versam a respeito de temas os mais diversos e heterogêneos, tais como:


Tudo isso bem temperado com sazon por considerações sobre a própria natureza da guerra.

Complementando Sawyer, o site Questia nos apresenta uma síntese interessante do conteúdo dos Clássicos. Segundo esse pessoal aí, por enfatizarem sobrepujar o adversário por meio da velocidade, discrição, flexibilidade e o mínimo de esforço (Batman), os Clássicos fazem contraponto à abordagem ocidental, mais pendente ao uso da força bruta, (Superman).

Ok, ok, nada que não se possa aprender com uma boa maratona de Game of Thrones.

Mas eu apostaria um ovo de dragão que, mesmo indiretamente, aquele anão safado e sua trupe beberam da fonte da ciência militar chinesa.

Concorda?

Enfim, os Clássicos



Se você é daquelas pessoas que parecem estar perdidas em Marte e não faz a mínima ideia do que seja Game of Thrones, ignore o que eu disse, continue a leitura e dê uma espiada na lista dos Sete Clássicos Militares da China Antiga:


E é neste momento que, sem mais delongas, passamos a breves comentários a respeito de seis dessas obras.

Antes, gostaria apenas de acrescentar que todas as informações a seguir têm origem tão somente na versão em inglês da Wikipédia, por duas razões muito simples:

  1. a ideia para este post é apenas disponibilizar uma visão geral de cada obra e, se for o caso, links para o texto;
  2. eventualmente, posso vir a escrever posts específicos sobre cada um e, aí sim, buscaria outras, mais diversas e ainda mais qualificadas fontes.

Se estivermos combinados assim, tenho uma pergunta a fazer: tá preparado?

Então continue comigo e tenha a coragem de deixar seus comentários no final!

Os Métodos de Sima


Os guardas da rainha da Inglaterra em marcha sob a neve (tem um que parece dormir).

Também conhecido como Os Métodos de Sima Rangju e como A Arte da Guerra do Marechal (entre outras alcunhas), é uma das obras provenientes da província de Qi - cuja tradição militar era notória e respeitada no império chinês.

Escrito no período dos Estados Combatentes, é um texto que trata especialmente de:

  • leis;
  • regulamentos;
  • políticas governamentais;
  • organização militar;
  • administração militar;
  • disciplina;
  • valores básicos; e
  • tática e estratégia.

O texto possui foco mais profundo em métodos de organização, administração e disciplina, deixando menos espaço para estratégia e para as táticas de batalha.

Esses últimos assuntos, aliás, são tratados de maneira ampla, geral e sem novidades em relação às demais obras que compõem os Sete Clássicos Militares da China Antiga.

Por outro lado, o texto enfatiza a diferenciação ritual e a complementaridade entre os reinos militar (wu) e civil  (wen).


Sima quem?

Sima Rangju foi um famoso general que atuou no final do séc. VI AEC em Qi e a obra lhe é atribuída por Sima Qian, historiador do séc. I EC.

Segundo ele, após a morte de Rangju, o rei Wei de Qi (r. 356-320 AEC) compilou todos os escritos militares mais famosos então existentes na província. Entre eles, os textos de Rangju eram um componente importante e entraram para a história com o título que já conhecemos.

Mas essa é uma versão.

Existem outras, e isso não apenas acrescenta mais dúvidas a respeito das origens do livro, como também inviabiliza tanto que se prove, quanto se refute sua verdadeira autoria.

E por falar em versões da história, finalmente, vale destacar o fato de que há uma possibilidade muito remota de Rangju ser parente próximo, coladinho, de Sun Tzu. Isso, considerando o fio da meada que puxei com sua provável família tendo sido importante em Qi.

Para saber mais sobre essa possibilidade, leia nossos posts sobre a história de Qi, e ainda:


- Saiba mais sobre o livro:


Perguntas e Respostas entre Tang Taizong e Li Weigong


Placa do restaurante Maquiavel, na Itália. Não tem erro!

Como dá pra presumir, Perguntas e Respostas entre Taizong de Tang e Li Weigong é um diálogo no melhor estilo platônico. A peleja verbal se dá entre o imperador Taizong (599-649 EC) da dinastia Tang e o general Li Jing (571-649 EC), muito embora, em geral, haja uma proeminência de Tang.

Seu conteúdo difere fortemente dos outros seis clássicos militares - e não é exatamente por conta do formato:

Na época da dinastia Tang, os exércitos consistiam de infantaria, besteiros e cavalaria. O uso da carruagem há muito tinha deixado de ter qualquer aplicação militar e armas já eram exclusivamente feitas de ferro e aço. O alto número de unidades locais e coesas proporcionou um grande grau de flexibilidade para disposição das tropas em grande escala. Unidades profissionais foram complementadas pelas forças de recrutas disciplinados e bem armados. Armas e unidades específicas eram altamente especializadas. O reconhecimento do valor militar da velocidade e mobilidade era generalizado, com flanqueamento e outras manobras indiretas tendo preferência sobre ataques diretos, frontais.

Ou seja, mais ou menos mil anos depois d’A Arte da Guerra, de Sun Tzu, caiu a ficha em termos de estratégia – além, é claro, de se estar lidando com uma realidade social e tecnológica muito diferente em relação aos demais livros.

Inclusive, em vez de discorrer sobre estratégias originais próprias, Perguntas e Respostas se apresenta como um levantamento dos trabalhos anteriores - mais amplamente reconhecidos -, discutindo suas teorias e contradições de acordo com a própria experiência militar do autor.

E devo dizer que isso me lembrou da versão d’O Príncipe, de Maquiavel, que li há muito tempo e que era comentada por ninguém menos que Napoleão Bonaparte.


Teoria, prática e as incertezas da vida

De qualquer maneira, as evidências indicam que o autor do texto - quem quer que tenha sido - foi um general historicamente bem sucedido.

E caso de fato tenha sido Li Jing, a quem é tradicionalmente atribuído, as táticas e estratégias discutidas na obra podem eventualmente ser consideradas como o produto teórico de ações testadas e empregadas em campanhas fundamentais para o estabelecimento da dinastia Tang.

Mais ou menos, guardadas as devidas diferenças, o caso dos Seis Ensinamentos Secretos - sobre o qual discorremos logo a seguir.

No entanto, a história aqui se repete, a autoria da obra é incerta e, para piorar, as evidências têm refutado a tradição. Inclusive, os dados disponíveis apontam para uma provável data de composição que posiciona o texto como tendo sido produzido no período da dinastia Song do Norte (960-1127 AEC).

Mais precisamente, se é que é possível, presume-se que ele tenha alcançado sua forma atual mais ou menos na época do reinado do imperador Shenzong de Song - o cara que mandou compilar os Sete Clássicos, lembra?

Independentemente desses detalhes, entretanto, modernos historiadores militares reconhecem os avanços teóricos que a obra representa em relação aos outros clássicos.

Ou seja, leitura obrigatória pra quem se interessa pelo assunto.

- Saiba mais sobre o livro:


Seis Ensinamentos Secretos de Jiang Ziya (ou Taigong)


Painel representando o encontro (semi) histórico entre duas lendas da China Antiga.

O Seis Ensinamentos Secretos é um tratado sobre estratégia militar e civil tradicionalmente atribuído a Lü Shang (também conhecido como Jiang Ziya), um general de alta patente do duque Wen - o homem que abriu caminho para a fundação da dinastia Zhou, por volta do século XI AEC.

Os historiadores modernos nominalmente datam sua composição final para o período dos Estados Combatentes (475-221 AEC), mas alguns estudiosos acreditam que ele preserva pelo menos vestígios do antigo pensamento político e militar de Qi.

A província de Qi, além de provável terra natal de nosso amigo Sun Tzu, foi fundada pelo autor dos Ensinamentos, após ter sido agraciado com terras por ter colaborado na derrubada dos Shang - contribuindo decisivamente para a fundação da dinastia Zhou.

O livro foi escrito, então, a partir da perspectiva de um estadista que atuou para - usando a expressão da moda - aplicar um golpe de Estado (veja um outro prisma aqui). Por conta disso, é o único dos Sete Clássicos Militares explicitamente escrito a partir de uma perspectiva revolucionária, por assim dizer.

Como é possível deduzir pelo título, a obra é dividida em seis capítulos, cada um versando sobre temas específicos e todos com o mesmo prenome:

  • Estratégia Civil;
  • Estratégia Militar;
  • Estratégia do Dragão;
  • Estratégia do Tigre;
  • Estratégia do Leopardo; e
  • Estratégia do Cachorro.

Não vou entrar agora nos detalhes de cada um, mas adianto que a obra como um todo me parece um grande plano de ação (ou projeto) com o objetivo de promover o impeachment dos Shang - ainda que a versão que nós hoje conhecemos tenha sido escrita muito tempo depois.

Finalmente, vale destacar o fato de que o livro - a despeito de ser pouco conhecido no ocidente - continua a ser altamente considerado pelos militares chineses, mesmo tendo sido escrito há pelo menos 25 séculos.

- Saiba mais sobre o livro:


Três Estratégias de Huang Shigong


Grande pedra de coloração amarelada, clicada em Florianópolis, próximo ao canto dos araçás.

Historicamente associado ao general Zhang Liang, da dinastia Han, a tradução literal de seu título é um tanto quanto curiosa: três estratégias do duque da pedra amarela.

Curiosidade à parte, uma certa semelhança entre sua filosofia e a do taoismo de Huang-Lao é destacada pelos estudiosos modernos.

Essa filosofia - que também reflete outras escolas - faz com que o texto, a exemplo dos Métodos de Sima, dê muito pouca ênfase direta a estratégia e táticas de batalha e concentre-se mais em assuntos relacionados a controle administrativo, em especial:

  • logística;
  • conceitos de governo;
  • administração de forças;
  • unificação do povo;
  • as características de um general capaz;
  • motivação dos subordinados e dos soldados; e
  • recompensas e punições.

Como o título sugere, a obra está organizada em três seções, cada uma correspondente a uma estratégia:

  1. Alternar abordagens severas e abordagens benevolentes;
  2. Agir de acordo com as circunstâncias; e
  3. Empregar apenas os mais capazes.

Todos os conceitos acima, e alguns outros relatados no livro, são também preconizados por Sun Tzu n'A Arte da Guerra. Aliás, este está me parecendo o livro que possui mais conceitos em comum com a obra de Sun Tzu.

Quer mas alguns exemplos? Dá só uma olhada:

  • Velocidade deve ser enfatizada nos engajamentos militares, evitando-se campanhas longas;
  • Sigilo, unidade e justiça devem caracterizar as decisões do comandante;
  • Deve-se evitar dúvida pública, dissensão interna, consulta a oráculos ou qualquer outra coisa que atrase um exército ou enfraqueça sua imagem.

Mas não apenas conceitos aproximam ambas as obras.

A própria história das Três Estratégias, com as incertezas quanto a sua autoria e desenvolvimento, a colocam - sob um aspecto muito particular - em pé de igualdade com seu primo mais famoso.

- Saiba mais sobre o livro:


Wei Liaozi


Plantação de arroz nas encostas das montanhas da China, com uma vila ao fundo.

Mais um texto escrito durante o período dos Estados Combatentes, ali por volta do final do século IV AEC, sua autoria é normalmente atribuída à obscura figura de Wei Liao.

Obviamente, em se tratando de um texto chinês das antigas, ninguém sabe direito quem esse cara de fato era. Alguns dizem que ele foi um estudioso do lorde Shang. Outros alegam ter sido um conselheiro importante durante a dinastia Qin.

E, pra variar, não existem evidências suficientes para suportar nenhuma das duas hipóteses.

O livro em si praticamente não contém estratégias reais, de modo que pensa-se que Wei Liao tenha sido um teórico.

Mesmo assim, a exemplo dos Métodos de Sima, a obra apresenta duas grandes abordagens para os assuntos de Estado: uma do ponto de vista civil, outra, militar.

Segundo o texto, a agricultura e as pessoas são os dois maiores recursos do Estado, e ambos devem ser cultivados e protegidos.

As ideias do texto também guardam um certo alinhamento com a escola de pensamento de Confúcio - muito embora não o deixe explícito. Um exemplo claro é a proposta de que um governante deve ser o paradigma e o bastião da virtude.

Por outro lado, heterodoxia e outros valores que não contribuem para o Estado devem ser punidos com medidas draconianas.

Apesar de a obra ter assumido sua forma atual mais ou menos pelo final do século IV AEC, uma nova versão - não muito diferente, embora ainda mais filosófica - foi descoberta em 1972 em um túmulo da dinastia Han, em Linyi.

- Saiba mais sobre o livro:


Wuzi de Wu Qi


Relevo com a inscrição "se quer paz, prepare-se para a guerra", na entrada de um Centro Cultural do Exército, em Madrid.

Esse é um dos Clássicos menos misteriosos, tanto em relação à autoria, quanto ao período em que teria sido escrito.

Isso se deve ao fato de que não apenas o cerne da obra parece de fato ter sido escrito por um sujeito chamado Wu Qi, como também sua antiguidade é reforçada por importantes registros históricos.

Para se ter uma ideia, é um dos livros sobre estratégia militar mais amplamente referenciados entre os registros que existiam no período dos Estados Combatentes - dos quais destacam-se os Anais da Primavera e Outono e o Han Feizi.

O próprio Sima Qian, em seus Registros do Grande Historiador (Shiji), iguala a popularidade do Wuzi com a da própria A Arte Guerra, de Sun Tzu – tanto no período dos Estados Combatentes, como no da dinastia Han.

Inclusive, o Wuzi compartilha conceitos - e mesmo passagens inteiras! - com outras obras datadas desse período, em especial:

  • A Arte da Guerra de Sun Bin (ou Pin);
  • Seis Ensinamentos Secretos; e
  • Wei Liaozi.

Sim, é outra arte da mesma guerra e outro Sun, provável descendente do Tzu - e me causou surpresa saber que ele não faz parte dos Sete Clássicos Militares da China Antiga.

Sobre os Ensinamentos, o Wuzi guarda inclusive uma semelhança na organização, já que também é dividido em seis seções, cada uma focando um aspecto crítico dos assuntos militares.

No caso:

  1. Planejamento para o estado;
  2. Avaliação do inimigo;
  3. Controle do exército;
  4. O Tao do general;
  5. Resposta à mudança; e
  6. Estímulo os oficiais.

Um dos destaques da obra é a ênfase dada à importância dos militares para salvaguardar os direitos civis e a liberdade... onde será que eu já vi isso?

Outros destaques são:

  • Os cuidados com a seleção dos comandantes;
  • A importância de se concentrar em aumentar e manter uma força de cavalaria (mais do que na manutenção de infantaria); e
  • A importância e a complementaridade entre a harmonia e a organização.

Também vale a pena saber que há um foco na importância da administração civil como uma ajuda necessária para a força militar. E nesse sentido é salientada a implementação de políticas propostas por Confúcio destinadas a:

  • melhorar o bem-estar material do povo;
  • ganhar seu apoio emocional; e
  • apoiar as suas virtudes morais.

Sim, Wu Qi teria sido um dos discípulos de Confúcio - e com essa a gente encerra a apresentação das obras que compõem os Sete Clássicos Militares da China Antiga.

Mas continue, pois ainda tem nossa magnífica conclusão. Ou não.


- Saiba mais sobre o livro:


Conclusão: um poder reservado a poucos


Metrô de Tóquio lotado.

Está aí. Se você achava que A Arte da Guerra de Sun Tzu era o único texto militar da antiga China ou mesmo se não curtiu ele e esperava algo mais denso, agora você já sabe que pode contar com outras e importantes obras.

Não é à toa que as lições encontradas nos Sete Clássicos foram exploradas por líderes de guerra da Ásia central para infligir derrotas notáveis a seus inimigos.

Entre eles, temos:


Em outro campo de batalha, assim como nos assuntos bélicos, esse tipo de literatura brilha atualmente. E embora ainda pouco difundidas no ocidente (e menos ainda nos países de língua portuguesa), dizem as boas línguas que

não é incomum ver um "assalariado" no lotado metrô de Tóquio estudando uma das muitas edições japonesas populares desses ensaios.

Sim, estamos a falar da administração, do mundo empresarial, de grandes e pequenas corporações.

Executivos asiáticos estudam regularmente essas obras, o que lhes confere um prisma diferenciado em relação a seus pares ocidentais – se não uma vantagem competitiva importante.


E você, se não tiver sido fisgado pelos aspectos corporativos e militares, ainda pode considerar os valores histórico, filosófico e literário.

Eu pessoalmente vejo apenas ganhos em se ler essas obras.

Afinal, como diz o velho ditado, conhecimento é poder – e conhecimento da cultura oriental é um poder reservado a poucos.

Em tempo, se você tiver se interessado e também tiver condições, aconselho fortemente a adquirir o livro traduzido para o inglês por Ralph D. Sawyer, que é um dos maiores especialistas da atualidade no pensamento militar chinês.

Veja só o que afirma o pessoal do Questia a respeito da edição:

Os Sete Clássicos Militares da China Antiga preenche uma séria lacuna do conhecimento ocidental a respeito do pensamento asiático. Esta tradução é baseada nos melhores manuscritos chineses clássicos disponíveis, alguns só recentemente descobertos por arqueólogos. É uma contribuição singularmente importante para a literatura militar mundial e é leitura essencial para qualquer pessoa interessada na rica herança cultural da China ou nos princípios atemporais da estratégia de sucesso.

E sendo o que eu tinha pra escrever, por enquanto, sobre alguns dos mais importantes textos históricos chineses, deixo você com essa dica.

Seguir ou não é escolha sua. Depois, só não venha me dizer que não avisei.

Zài Jiàn!


Créditos e referências

2 comentários :

  1. Parabéns, post de alta qualidade e informações importantes.

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    Respostas
    1. Obrigado, amigo.

      Grande abraço, muita saúde e sucesso!

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