Clássico da Poesia - Parte I - Livro II - Odes 23 a 25

Duas saigas, típicos antílopes da China, interagindo

Este é o sétimo post de uma série com a tradução dos 305 poemas do Clássico da Poesia (ou Livro das Odes/Canções), a mais antiga coleção de poemas da China. Como não entendo quase nada de mandarim, as traduções serão feitas a partir da clássica versão em inglês com a qual nos brindou James Legge.

Os 3 poemas a seguir são os últimos do Livro II, da primeira parte da obra.

Parte I

Lições dos Estados


Livro II

As Odes de Chao e do Sul



23. Ye You Si Jun


Uma jovem virtuosa resiste aos galanteios de um sedutor


Na selva há um antílope morto,
E está envolto pela grama branca.
Há uma jovem com pensamentos naturais para a primavera,
E um cavalheiro a levaria à perdição.

Na floresta há os arbústeos carvalhos;
Na selva há um veado morto
E ele está atado em círculos com a grama branca.
Há uma jovem como uma joia.

[Ela diz], lentamente, gentilmente, gentilmente:
Não mova meu lenço,
Não faça o meu cão latir.



24. He Bi Nong Yi


O casamento de uma das princesas


Quão grande é a exuberância,
As flores da ameixeira!
Elas não são expressivas de reverência e harmonia,
As carruagens da filha do rei?

Quão grande é a exuberância,
As flores como as do pessegueiro ou ameixa!
[Veja] a neta do rei sereno
E o filho do marquês reverente!

O que é usado na pesca?
Linhas feitas de fios de seda.
O filho do marquês reverente
E a neta do rei sereno!



25. Zou Yu


Celebrando um príncipe no sul por sua benevolência


Fortes e abundantes crescem os juncos;
Ele [somente] descarrega uma flecha em cinco javalis.
Ah! ele é o Zou Yu!

Forte e abundante cresce a artemísia;
Ele [somente] descarrega uma flecha em cinco javalis.
Ah! ele é o Zou Yu!



Índice e últimos poemas já publicados



É isso aí. Zái Jiàn!



Créditos

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