Nos tempos de Sun Tzu VII -- poder e cobiça

Imagem do ganancioso Scar, personagem do filme Rei Leão, da Disney
<< Algo no Scar me faz associá-lo a Nang Wa... acho que os olhos verdes -- via Literatortura >> 

Vai passando o tempo, as coisas vão ficando mais claras e vamos chegando à reta final desta série de posts sobre os fatos que marcaram a época de Sun Tzu. Após este, teremos mais 2 ou 3 e finalmente passaremos a outros assuntos. Ainda quero, por exemplo, apresentar alguns personagens significativos e as principais províncias que terão ligação com nossa história, entre outras coisitas.

Puxando o fio da meada do texto anterior, lembramos que, a partir de 511 AEC, Wu passa a atacar Ch'u com uma frequência praticamente anual (e utilizando uma estratégia muito sacana). Um destes primeiros e vitoriosos ataques é exatamente contra Shu, província pertencente a Ch'u. A investida, como sabemos, contou com a participação de Wu Tzu-Hsü, Po P'i e Sun Tzu, que aconselharam Ho-lü a colher os louros da vitória e não seguir adiante com os planos de atacar a capital de Ch'u, Ying.

Shu ficava numa região de Ch'u onde os príncipes enviados pelo regente anterior de Wu, Liao, haviam sido instalados como recompensa por virarem-se contra sua província de origem. Como vimos no post anterior eles tiveram impedido seu caminho de volta e não puderam retornar a Wu, permanecendo nos territórios de Ch'u entre 2 e 3 anos. Ao saber que Ho-lü tinha assassinado Liao e ascendido ao trono, eles renderam-se com suas tropas a Ch'u, que os estabeleceu em Shu. Logo, em razão do conhecimento detalhado que os príncipes, irmãos de Liao, possuíam sobre Wu (e potencial apoio de alguma facção interna), eles constituíam uma ameaça formidável até serem eliminados.

Pouco tempo depois, Wu novamente ataca Ch'u, desta vez tomando Liu e Ch'ien. Já no ano seguinte, 510 AEC, Wu deixa Ch'u um pouco de lado e realiza sua primeira e vitoriosa investida contra Yüeh, província que futuramente viria a... mmm... errr... deixa pra lá... O que importa é que, a partir de então, aparentemente por receio do grande potencial militar de Yüeh, Ho-lü expandiu e fortaleceu as já extensas fortificações de Wu, de modo a cobrir toda a população.

O império contra ataca

Mais um ano se passa e, em 509 AEC, a desafortunada Ch'u decide tentar um ataque contra Wu, apenas para (uma vez mais) se ver derrotada e perder diversas cidades. Seus exércitos foram amplamente destruídos em Yü-chang por um contra ataque coordenado por Wu Tzu-Hsü. Foi tomada, entre outras, a cidade de Chü-ch'ao.

Aparentemente o problema com este ataque foi seu líder maior, o jovem Chao, ter enviado o primeiro-ministro Nang Wa (Tzu-ch'ang) como general para comandar as tropas. Como primeiro-ministro, o ganancioso Nang Wa detinha virtual poder sobre Chao, mas seus talentos mal se comparavam aos do inimigo n'A Arte da Guerra.

Quanto à sua personalidade, para se ter uma ideia, basta informar que, mais ou menos por esta época,  ele mandou aprisionar os regentes de Ts'ai e T'ang tão somente por terem se recusado a dar-lhe os mesmos presentes oferecidos ao seu líder: um traje de pele e um pendente de jade, por parte do kung Chao, de Ts'ai; dois cavalos de primeira linha, por parte do kung Ch'eng, de T'ang. Uma das figuras centrais de toda essa querela, nos próximos e finais textos ainda falaremos um tantinho deste primeiro-ministro de Ch'u.

Aguardem e confiem.

Inté!

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