Do Cheio e do Vazio (II) -- Capítulo VI do livro A Arte da Guerra de Sun Tzu (continuação)


O exemplo dos valentes é suficiente para encorajar os covardes. Estes seguem facilmente o caminho apontado, mas não poderiam por si mesmos descobri-lo.

Homem solitário enfrenta tanques de guerra, em manifestação na Praça da Paz Celestial,  em Pequim, China
<< Como dizia Sun Tzu, tamanho não é documento -- via Revista Época >> 

Após uma pausa para descanso, tratando (ainda) de uma dor chata e insana nas mãos (é mole?) e trabalhando muito no meu day job (de verdade!), estou de volta às publicações de textos sobre Sun TzuA Arte da Guerra e o livro que espero (ainda) publicar no próximo ano muito em breve.

Confesso que, além desses motivos acima, aproveitei para ler os dois primeiros livros das Crônicas de Gelo e Fogo – veja o que escrevi sobre duas passagens da série produzida pela HBO aqui (sim, tem a ver com Sun Tzu e A Arte da Guerra).

E por falar nisso, vamos logo ao que interessa, né?

Exemplos complementares (ou, uns seis mandamentos)



No texto anterior falei sobre o conceito básico por trás do capítulo VI do livro – Do Cheio e do Vazio.

Agora vou apenas complementar o que escrevi então, acrescentando conselhos complementares (não meus, do cara) ao tema central, que (ok, você tá com preguiça de ler o texto anterior) gira em torno de controlar e direcionar as ações do inimigo tanto quanto as suas próprias.

Bem, na verdade, a questão toda se resume a:

  • Não dividir o próprio exército (e provocar isso no inimigo);
  • (Por conseqüência) deve-se concentrar as principais forças do mesmo lado, (e o que se quer dizer com isso é que, se a intenção for, por exemplo, atacar pela ala esquerda, é necessário ali dispor o que há de melhor nas tropas);
  • Conhecer a fundo não apenas o local, mas também o dia, a hora, o momento exato do combate;


  • Estar informado a respeito de cada passo do inimigo (ah, Varys e Mindinho!);
  • Posicionar-se à distância apropriada do inimigo no dia determinado para o combate (não menos que algumas léguas, não mais que dez léguas inteiras);
  • Não procurar ter um exército muito numeroso

Contenda histórica



Sobre a grandeza do exército, explica que um pequeno exército bem disciplinado e sob o comando de um bom general é invencível.

E exemplifica sua afirmação citando a histórica contenda entre os reinos de Yue, com um exército numeroso (e derrotado), e de Wu, com poucas tropas (mas vencedor).

A esse respeito, eu perguntaria, ainda, se alguém aí se lembra da guerrilha cubana, Vietnã e outras querelas mais recentes em que o "mais fraco" acabou vencendo.

Por fim, o capítulo é encerrado com uma referência a uma questão central d’A Arte da Guerra: a necessidade de se adaptar às circunstâncias. Diz Sun Tzu:

um exército bem comandado e bem disciplinado [apresenta-se] multifacetado, em função das circunstâncias e dos inimigos 


Também escrevi um texto sobre isso aqui neste mesmo blog (e logo logo voltarei a tratar deste assunto).

Por enquanto, ficamos por aqui.

Inté e tudibão.

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