Da arte de se adaptar -- Missão Impossível, Tom Cruise, Sun Tzu e A Arte da Guerra

Atores Paula Patton, Léa Seydoux e Tom Cruise possam para foto em evento de promoção do filme Missão Impossível Protocolo Fantasma
<< Paula Patton, Cruise e Léa Seydoux, ou, a gostosa 1, o samurai e a gostosa 2. Via VertigoPop >> 

Ontem assisti ao quarto filme da série Missão Impossível iniciada em 1996, com Tom Cruise. Filme típico de ação, bom de ver na tela grande do cinema, com um ritmo frenético e muitos elementos de humor, principalmente por conta de Simon Pegg, de Star Trek e Todo Mundo Quase Morto -- pra mim, a melhor parte do filme (tá bom, tem as duas gostosonas da foto).

Mas o que nos interessa é a relação que ele pode ter com o livro a Arte da Guerra. Fora a parte óbvia, da espionagem, dissimulação (deception), um elemento que chama a atenção e que tem muito a ver com os princípios estratégicos de Sun Tzu é a adaptação -- que, aliás, confere à película o ritmo videoclipe de que os filmes de ação de hoje em dia não mais prescindem.

Porque imprevistos acontecem

Quero dizer com isso -- adaptação -- que o general chinês preconiza não apenas que o comandante esteja preparado -- e mais bem preparado que o inimigo --, mas também que ele tenha uma capacidade extraordinária de se adaptar às circunstâncias impostas pelo andar da carruagem. Melhor dizendo, planeje, calcule, pense, reflita, aja, mas tenha sempre em mente que imprevistos acontecem e que mais cedo ou mais tarde você vai ser vítima deles.

Por esse prisma, Ethan Hunt (a personagem de Cruise) e sua equipe são verdadeiros mestres das artes marciais... quer dizer, da guerra. Praticamente todos os planos, esquemas e táticas do grupo tiveram imprevistos mais ou menos cabeludos, e eles tinham que se adaptar às circunstâncias a cada 30 segundos, ou menos. Exemplo é a sequência em que eles tem que invadir um computador em um arranha-céu, mas descobrem aos 45 minutos do segundo tempo que não vão conseguir fazê-lo remotamente. Ou seja,  a única saída é acessar a máquina pessoalmente.

Fazer o quê? Bem eles inventam uma saída (literalmente, inclusive) e a sequência inteira, até o final dos encontros que haveria no hotel, é a síntese do que Sun Tzu quis dizer com "adapte-se". Não vou dar os detalhes para não estragar a festa de quem ainda não viu -- mas quem já viu saberá do que estou falando.

Outro filme, lembrei agora, que nos mostra claramente esse conceito -- mas inspirado em uma história real -- é o Apollo 13, com outro Tom, o Hanks. Quem não se lembra da célebre frase "Houston, temos um problema"? Aliás, você se lembra de algum outro filme no qual os princípios de A Arte da Guerra são eternizados pela sétima arte? Comente aí.

Abraços e inté+.

Um comentário :

  1. olá! achei o blog em uma pesquisa sobre o livro e gostei bastante do conteúdo apresentado.
    estudo logística e gostaria de abordar no meu tcc algo relacionado a guerras, afinal, a logística nasceu ali.
    se possível gostaria de me comunicar para dar forma as minhas idéias e você parece entender bastante do assunto, somado ao fato de já ter lido o livro várias vezes acho que seria fácil nortear com um bate papo simples.
    vou deixar meu e-mail, caso possa me ajuda nessa empreitada as dicas seriam muito úteis!
    segue: leobamonte@gmail.com

    grato pela atenção :)!

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