Pontes de pedra, escadaria para os céus, terraço de arroz e mais corvos-marinhos nas fotos do mês


Máquina fotográfica quem jeitão antigo - Argus

Opa, voltamos com as fotos do mês e estou gostando mesmo de fazer esses posts. Já falei isso, né?

Neste mês é ainda mais especial, pois faz apenas cinco dias que foi celebrado o Dia Internacional da Fotografia - e também porque no início do mês, comemorei 38 invernos (firme e forte, igual a dor de dente).

Ok, me aniversário não tem nada a ver com isso - e por isso mesmo, deixemos de lero-lero e vamos direto ao que interessa: as fotos da China do mês.

E pode comentar à vontade lá embaixo.

Ponte de pedra

A mais longa e antiga ponte de pedra da China, pelo menos até 1905, de acordo com pessoal do OPERA SKACHAT:

Crossing Jinjing and Nanan, west of Fuzhou city, China, is An Binh stone bridge. Buildings are built of huge stone blocks from the 12th-century. The bridge has the length of 2070m, is considered one of the oldest bridges in the world. Until 1905, An Binh is the longest bridge in China.




Stairway to heaven

Eu canso só de olhar, e parece que tenho razão. Olha só o que publicou a Gazeta do Povo:

Criada para facilitar os acessos às montanhas de Taihang, tornou-se por si só em uma atração. A subida é árdua e enjoativa, com tantas voltas, mas o visual compensa. Não é permitida o acesso às pessoas com mais de 60 anos, além de ser necessária a assinatura de um formulário atestando boas condições físicas para a subida.



Terraço de arroz

Essa me lembrou da história da família Tian - (im)provável família de Sun Tzu, autor d'A Arte da Guerra.

E eu não sabia que esses campos eram Patrimônio da Humanidade. Asia Comentada escreve sobre eles:

Os terraços de Honghe Hani ficam na província de Yunnan, no sudoeste chinês, quase na fronteira com o Vietnã, e mesmo nos períodos das secas mais terríveis da região se mantêm verdes e produtivos. Como a região é montanhosa, terraços foram construídos para os plantios do arroz, como se fazem em algumas áreas asiáticas, pois mesmo os terrenos acidentados precisam ser aproveitados para esta produção vital do alimento básico da grande maioria dos povos da Ásia.




Pescador e cormorões (ou corvos-marinhos)

No primeiro post desta série tivemos uma foto com o mesmo tema - aliás, sensacional! E não é exclusividade da China, como podemos verificar no texto do Curionautas:

No Japão antigo e na China, os pescadores aprenderam a manter e treinar essas aves para auxiliá-los a capturar peixes nos rios. A prática é conhecida como pesca com cormorão ou "Ukai" no Japão e ainda é praticada em alguns lugares do país, particularmente no Rio Nagara na província de Gifu, onde a antiga arte tem uma longa história que remonta a mais de 1.300 anos.



Click final

E ficamos por aqui.

Como já deixei claro no primeiro post desta série, teremos sempre quatro fotos por publicação, uma para cada semana do mês.

Além disso, você não verá na série os créditos ao final - como tenho feito nos textos regulares (veja um exemplo aqui no texto sobre o ano novo chinês). No entanto, em se tratando de pins do Pinterest, você sempre pode seguir a foto até encontrar a origem e (com alguma sorte) o autor.

A exceção a respeito dos créditos irá para a foto de abertura, que a princípio será sempre de um tema relacionado à arte de fotografar.

Espero que tenha gostado e aguarde poucas e boas para o próximo mês.

Aliás, qual delas você achou melhor?

Claro que eu gostaria de saber da sua opinião nos comentários. Sinta-se à vontade para queimar o filme (ou não). 

Zài Jiàn!

Crédito da imagem de abertura


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17 grandes mestres da história das artes marciais chinesas

Um homem e uma mulher lutam kung fu ao por do sol

Vou contar um segredo com o qual acho que você vai se identificar. Eu sempre tenho um pé atrás com listas dos tipo:


E por aí vai.

Tudo isso tem um problema sério, que é: geralmente é uma pessoa que escreve esses textos com base em sua própria experiência com o assunto. Ou seja, a subjetividade em pessoa.

Testa lá!

Clica em um dos links acima e vê se você concorda – ou se não entende de nenhum desses assuntos, pesquisa no Google um que seja do seu entendimento. Pode ir, eu espero.

Viu só? Aposto que você achou que o primeiro não devia estar ali, ou que algo ou alguém ficou de fora da lista.

Por essa razão, sempre tento evitar fazer listas dos melhores – especialmente se o componente subjetivo é muito presente (e quase sempre o é).

Minhas listas

Aqui mesmo tenho alguns posts de listas nos quais você pode confirmar que, já no título, evito a palavra “melhores” e correlatas.

Por exemplo:


Por isso que o post que você lê agora, com 18 grandes mestres da história das artes marciais chinesas, também não afirma que esses aí são os maiores ou melhores de todos os tempos.

O que não quer dizer que, por uma razão ou outra, eles não tenham se destacado, concorda? Na verdade, disso eu não tenho dúvidas, nem você terá, depois de ler os entretantos e os finalmentes.

Vem comigo e depois dê o seu parecer nos comentários, combinado?

Yue Fei (1103 a 1142 da Era Comum, EC) – o homem da garra de águia


Estátua de Yue Fei, em seu memorial às margens do West Lake, em Hangzhou

Foi um famoso general chinês do período da dinastia Song. A ele é atribuída a criação de estilos como garra de águia e xingyiquan  - muito embora não haja evidências históricas para referendar isso.

Uma das lendas que o circundam informa que ele teria vencido um exército de vinte mil homens com apenas quinhentos soldados. Não é pra menos, o cara estudou as principais obras sobre estratégia disponíveis então, entre elas, A Arte da Guerra de Sun Tzu.

Pelo menos é o que nos informa o texto do Bad Ass of the Week:

As he got older, Yue Fei grew strong, working long days on the farm and spending his nights studying martial arts under a highly-respected village elder who also so happened to be a badass archery instructor and kung fu master. Yue read Sun Tzu's Art of War, the Three Kingdoms and other works of tactics or classical heroism intensely, and mastered the Eighteen Weapons of War, a traditional assortment of Wushu asskicking devices that ranged from time-honored staples like swords, axes, hammers, spears, quarterstaves, and halberds to some seriously off-the-wall shit like the trident, the chain whip, the hook sword, and whatever the hell a Meteor Hammer is.


Ng Mui (final do século XVII) – a criadora do wing chun?



A única mulher a fazer parte desta lista, é considerada a fundadora de muitos estilos de artes marciais do sul, tais como wing chun e garça branca de fujian.

Ela é também  considerada um dos lendários Cinco Idosos que sobreviveram à destruição do Templo de Shaolin durante a Dinastia Qing.

Dá só uma olhada no que o pessoal da Academia Pinheiros relata a seu respeito:

Ng Mui incorporou características da garça e da serpente, tais como a agressividade; a percepção do espaço; a maneira precisa e o emboscar para a captura da presa. Ng Mui utilizou sua criação de técnicas de combate para completar o que já conhecera e aprendera.


Yang Luchan (1799 a 1872 EC) – o mestre do tai chi chuan


Estátuas representando a transmissão de conhecimentos do Mestre Chen Changxing (à esquerda) para o Mestre Yang Luchan (à direita) - da Vila Chen.

Foi um importante professor da arte marcial interna conhecida como t'ai chi ch'uan, em Pequim, durante a segunda metade do século 19.

Yang é conhecido como o fundador do estilo de Tai Chi Chuan que leva seu próprio nome, bem como pela transmissão da arte para as famílias Wu/Hao, Wu e Sun.

No portal da Equilibrius tem mais informações sobre ele, tais como:

Quando Yang Luchan saiu do seio da família Chen foi desafiado por muitos praticantes de outras artes e suas performances nas lutas eram tão excelentes que recebeu o apelido de "O INVENCÍVEL YANG!". Foi inclusive convidado a ensinar na corte do imperador da época sendo treinador da Guarda Imperial da Dinastia Qing. Percebendo que muitos tinham dificuldades em acompanhar os treinos árduos e que inclusive os parentes do Imperador tinham a saúde muito fraca, e que através dos treinos os soldados feridos se recuperavam mais rapidamente, compreendeu os benefícios que o Tai Chi Chuan trazia para a saúde e foi modificando gradualmente as formas para adaptar as necessidades dos praticantes, tornando o Tai Chi mais acessível. Estas mudanças graduais tiveram grande influência nas próximas gerações de mestres de Tai Chi Chuan. A forma que Yang Luchan desenvolveu, ficou conhecida como a "Velha Forma".


Dez Tigres de Cantão (final do século XIX) – os rebeldes com causa



Foi um grupo de dez dos melhores mestres de artes marciais chinesas em Guangdong (Cantão) no período final da dinastia Qing (1644-1912 EC).

Wong Kei-Ying, o pai de Wong Fei Hung (é só continuar a leitura), foi um membro deste grupo.

Neste site tem a relação completa deles e mais informações, em inglês. Nesta página do Facebook, encontramos o seguinte relato:

Durante aquela era dourada do Kungfu, dez heróis com tendências anti-Qing levantaram-se no que é agora chamado Guangdong.Lendas desses dez Tigres de Cantão têm sido recontadas nos filmes, especialmente porque um membro, Wong Kei Ying, foi o pai do personagem de cinema mais celebrado da China, Wong Fei Hung.


Wong Fei Hung (1847 a 1924 EC) – o grande herói nacional


Estátua de Wong Fei Hung à entrada de seu museu, em Foshan.

Considerado um herói do povo chinês durante o período republicano, teve mais de 200 filmes sobre a sua vida produzidos em Hong Kong.

Entre os famosos que hoje conhecemos, Jet Li e Jackie Chan o interpretaram no cinema.

Como você já deve ter lido ali em cima, ele era filho de um dos Dez Tigres de Cantão, Wong Kei-Ying.

Veja só o que a Superinteressante publicou sobre ele em seu portal:

O mestre Wong, apesar de pacífico, socava inimigos de vez em quando. As tríades (a máfia chinesa), os políticos corruptos e os representantes das potências européias o odiavam. E o temiam. Wong nunca foi vencido em duelo. Era um mestre em vários estilos de luta e exímio no manejo do bastão. Treinou as milícias nacionalistas que lutavam contra a ocupação da China pela Inglaterra. Mas seu maior feito foi tratar do povo com ervas medicinais e acupuntura. De graça. Assim tornou-se um ídolo popular.


Huo Yuanjia (1867 a 1910 EC) – o defensor dos valores chineses


Jet Li representando Huo Yuanjia no filme O Mestre das Armas (Fearless, 2006)

De saúde frágil na infância, seu pai não queria que ele aprendesse o kung fu. Mas sua insistência e persistência acabou por mudar a opinião paterna.

Foi o fundador da Associação Atlética Chin Woo, que era conhecida por seus embates de grande repercussão com estrangeiros - com vistas a chamar atenção para a defesa dos valores nacionais.

O História Blog tem um texto bem instrutivo sobre o mestre:

A fama do lutador foi crescente com vitórias em competições, demonstrações de bravura e habilidade e até mesmo atos heroicos, como o enfrentamento a um conhecido bandido da região. Mas foi a partir de 1902 que ele passou a empregar mais uma motivação diante dos combates: Reafirmar os valores chineses. Encarou desafiantes ocidentais que lutavam boxe e luta livre, alguns dos quais se proclamavam como “homem mais forte do mundo” e venceu a cada um desses imitadores de Hércules. Os desafios mobilizavam mais do que montantes em apostas, mas interesses políticos também.

Sua biografia foi (não tão) recentemente retratada no filme O Mestre das Armas (Fearless, 2006).


Yip Man (1893 a 1972 EC) – o mestre do mestre


Foto de Yip Man, em exposição no seu museu.

Foi um mestre do wing chun e o primeiro a ensinar esse estilo abertamente.

Modesto e carismático, era admirado por seu jeito simples, mas acabou sendo perseguido pelos japoneses, durante a invasão à China.

A Rolling Stone tem um breve perfil de Yip Man, do qual destaco o trecho a seguir:

O ano era 1937. Sua fama chegou aos ouvidos dos japoneses, que, achando serem racialmente invencíveis, o testavam. Lutavam com ele e perdiam. Queriam que Yip Man lhes ensinasse a técnica, mas ele se negou e acabou com todos os bens confiscados pelo exército imperial japonês. Por sorte não foi executado. Sua mansão foi transformada em quartel-general. Teve de viver em extrema pobreza e, como só sabia artes marciais, viu-se obrigado a quebrar a promessa que fez para Leung Bik e começou a ensinar wing chun para chineses que buscavam defesa contra o exército japonês. A maioria dos principais ramos de wing chun ensinados no Ocidente de hoje foram desenvolvidos e promovidos por alunos de Yip Man.

Ganhou notoriedade mundial por ter sido o professor de Bruce Lee.

Gu Ruzhang ou Ku Yu Cheung (1894 a 1952 EC) – o verdadeiro Punho de Ferro (ou quase)



Foi um artista marcial chinês que disseminou o sistema de artes marciais bak siu lum (Shaolin do Norte) em todo o sul da China no início do século XX.

Gu era conhecido por sua perícia no condicionamento de mão conhecido como palma de ferro, entre outros exercícios de treinamento de arte marcial chinesa.

O site da Academia Shaolin Valinhos tem uma biografia de Gu Ruzhang, da qual achei bacana destacar o trecho a seguir:

Em 1928 participou do Exame Nacional de Artes Marciais de Nanjing, um torneio no qual foram consagrados os 15 campeões da China e numa votação mestre Ku Yu Cheung foi eleito em primeiro lugar. Após tal competição, mestre Ku Yu Cheung junto com outros quatros campeões foram convidados pelo governo a lecionarem na famosa "Academia Central de Guoshu de Nanjing", sendo conhecidos como os cinco tigres do norte (Ku Yu Cheung, Wan Lai Sheng, Wan Lai Wu, Li Xian Wu e Fu Zhen Song).

No fim das contas, nem melhores, nem piores


Cheng Pei-pei representa Ng Mui no filme Wing Chun.

Como eu escrevi lá no começo, de maneira alguma quero dizer que esses aí são os dezessete melhores artistas marciais chineses de toda a história. Mesmo porque, você viu, há outros citados aí tão ou mais habilidosos que os dezessete.

Sem contar que não está relacionado o Bruce Lee - que vai ter um post somente para ele.

Por outro lado, não dá pra desconsiderá-los, uma vez que eles conseguiram deixar sua marca e contribuíram para a evolução e para a disseminação do wushu pelos quatro cantos do planeta.

Se hoje é difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar de kung fu, esse pessoalzinho aí em cima certamente tem culpa no cartório.

Também não quis incluir alguns famosos que ainda estão vivos e atuantes - como Jet Li, Jackie Chan e companhia. Deixarei esses e outros caras para alguns posts específicos, de um futuro não muito distante. Ou assim espero.

Enquanto isso, ficamos por aqui. Espero que tenha gostado e aguardo seus comentários.

Zài Jiàn!


Créditos e referências

Ilustrações e fotos creditadas na ordem em que aparecem no post.


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Guerreiros de terracota, a grande muralha, montanhas e campos amarelos nas fotos do mês


Foto de máquina fotogáfica com lente da Canon

Há um mês começamos esta série de posts com fotos da China, de hoje e de ontem, e sabe que já estou curtindo muito editar e publicar esse negócio?

Tenho juntado um monte de foto muito bacana - algumas simplesmente fantásticas, outras "marromeno", quase todas dignas de merecer um lugar ao sol.

E enquanto o livro a respeito de Sun Tzu, o autor d'A Arte da Guerra, está sendo lentamente gestado, vem comigo apreciar mais algumas imagens do Reino do Meio.

Hoje temos basicamente paisagens e clichês:

  • Montanha Amarela;
  • Campos de canola;
  • Guerreiros de Terracota; e
  • Grande Muralha da China.

E pode comentar à vontade lá embaixo.

Montanha Amarela (Huangshan)

Dá só uma olhada no que o pessoal do Epoch Times escreve a respeito dela:

São quase 80 picos com mais de 1000 metros de altura; na realidade a Montanha Amarela é uma cadeia de montanhas e vales. Na China, ela se destaca como sendo: “a Montanha número um abaixo do Céu”.  Também é admirada por seus pinheiros de aparência singular, por suas grandes pedras que formam piscinas naturais, por suas quedas d’águas e nuvens que parecem algodão.  O ambiente onírico da montanha, certamente invoca as imagens da mais tradicional arte chinesa.




Campos de canola

Lá no Hypeness você encontra o texto a seguir, sobre mais essa maravilha da China:

Durante a primavera, a região de Luoping, na China, se transforma numa espécie de oceano amarelo de flores, num cenário que parece vir de outro planeta. Fotógrafos de todo o mundo aproveitam a ocasião para capturar a beleza deste espetáculo natural, com colinas envolvidas por um amarelo brilhante e a perder de vista.



Guerreiros (ou Soldados) de Terracota

Já no primeiro parágrafo, Haroldo Castro sintetiza a importância do exército de Xi'an:

Percorrer cemitérios não é meu forte, mas o fato é que o imperador chinês Qin Shihuangdi edificou uma tumba que entrou para a história. Seu túmulo é tão importante como as Pirâmides de Giza e o Taj Mahal.




Grande Muralha da China

Mais uma obra que tem o dedo de Qin Shihuangdi, como podemos comprovar ao ler o texto da Mundo Estranho:

Por 1900 anos, os chineses ergueram muros para se proteger das invasões dos povos do norte. As primeiras barreiras surgiram antes da unificação do império, em 221 a.C. Ao transformar sete reinos em um país, o imperador Qin Shihuangdi (259-210 a.C.) começou a unificar a muralha, ampliada nas dinastias seguintes.



Click final

Como já deixei claro no primeiro post desta série, teremos sempre quatro fotos por publicação, uma para cada semana do mês.

Além disso, você não verá na série os créditos ao final - como tenho feito nos textos regulares (veja um exemplo aqui no texto sobre os Tian Wan). No entanto, em se tratando de pins do Pinterest, você sempre pode seguir a foto até encontrar a origem e (com alguma sorte) o autor.

A exceção a respeito dos créditos irá para a foto de abertura, que a princípio será sempre de um tema relacionado à arte de fotografar.

Espero que tenha gostado e aguarde poucas e boas para o próximo mês.

Aliás, qual delas você achou melhor?

Claro que eu gostaria de saber da sua opinião nos comentários. Sinta-se à vontade para queimar o filme (ou não). 

Zài Jiàn!

Crédito da imagem de abertura


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Kung fu, wushu e as artes marciais chinesas (como você nunca viu)

Crianças negras imitando posições de kung fu

Lembro muito vagamente de recorrer a um velho cinema de minha cidade natal para me atualizar quanto às últimas novidades da sétima arte. Foi lá que assisti a filmes como Rambo III e o profético-pós-apocalíptico Cherry 2000.

Lá também fui apresentado a filmes de artes marciais chinesas, ou simplesmente kung fu, que invariavelmente tinham "templo" e "Shaolin" em seu título.

Faz bastante tempo já e, naturalmente, não vou lembrar dos detalhes.

Mas certamente esses filmes deixaram algum tipo de marca, de modo que ainda hoje sou fascinado por sua estética.

Obviamente, não sou o único influenciado. Quentin Tarantino, por exemplo, não escondeu o jogo quando fez seu insano Kill Bill.

Além disso, esses filmes, junto com a série Besouro Verde e com os longas-metragens do próprio Bruce Lee, abriram a porteira para os filmes de artes marciais. Também abriram espaço para o surgimento de astros dos mais variados quilates.

Para citar alguns:

  • Jean-Claude Van Damme;
  • Jackie Chan; e
  • Jet Li.

Antes dos filmes e do cinema, no entanto, as artes marciais (chinesas, especialmente) já eram uma realidade para milhões de pessoas. Certamente, tiveram uma explosão de popularidade no ocidente, após o sucesso nas telonas, mas penso que teriam sobrevivido muito bem sem isso.

Bem, pelo menos no oriente, onde possuem essa tradição milenar.

Por conta dessa fantástica história - e pelo fato de que o assunto tem tudo a ver com Sun Tzu e A Arte da Guerra - é que decidi fazer um post especial sobre o kung fu e as artes marciais chinesas.

Vem comigo!

Round 1, fight!



Para começar o combate, vamos primeiro esclarecer o significado de “artes marciais”, a fim de continuarmos nossa luta conversa com o mesmo nível de entendimento.

Uma explicação vem do Portal Educação:

A palavra “marcial” é oriunda do Deus da guerra, Marte, portanto, “arte marcial” possui o sentido de “arte da guerra”. Sendo assim, são consideradas artes marciais aquelas modalidades cuja criação tem uma finalidade bélica. Naturalmente, com a criação das armas de fogo, o uso de sistemas de luta corporal na guerra foi se tornando cada vez mais obsoleto, porém, estas modalidades ainda são chamadas de artes marciais.

Na Wikipedia (não dá mais pra escapar dela, dá?) tem uma explicação mais sóbria:

As artes marciais são sistemas e tradições de práticas de combate codificados, que são praticados por uma variedade de razões (...) Embora o termo arte marcial tenha se associado às artes de combate da Ásia oriental, originalmente se referia aos sistemas de combate da Europa da década de 1550 – pelo menos.

O artigo ainda reforça a origem latina da palavra “marcial”, relacionada ao deus romano da guerra, Marte - mas isso você já sabia, não é mesmo?

O que talvez você não saiba, é que alguns autores argumentam que os termos “artes de combate” ou “sistemas de combate” seriam mais adequados. Isso pelo fato de que muitas “artes marciais” não foram necessariamente usadas ou criadas por guerreiros ou soldados profissionais.

Mesmo assim, para o bem da boa comunicação, vamos ficar com o termo com o qual todos estamos acostumados, ok?

Pois bem, está claro então que as artes marciais não são exclusividade do oriente, muito menos da China.

De fato, as grandes civilizações antigas tiveram suas próprias artes marciais. Além da China, podemos citar ainda, como exemplos:

  • Egito;
  • Grécia;
  • Índia;
  • Japão;
  • Mesopotâmia; e
  • Roma.

Um dos mais antigos registros conhecidos de cenas de combate, por exemplo, data do ano 3400 de Antes da Era Comum (AEC). São pinturas egípcias antigas que mostram um tipo de luta.

Outro antigo registro – de 3000 AEC, Mesopotâmia (Babilônia) – é um conjunto de relevos e poemas retratando formas de luta.

Na Europa, as fontes mais priscas sobre a tradição das artes marciais situam-se na Grécia Antiga. Boxe (pygme, pyx), wrestling (pale) e pankration estavam presentes nos Jogos Olímpicos da Antiguidade.

E naturalmente não podemos nos esquecer dos romanos, com seus espetáculos públicos de sangue e selvageria levados ao ápice nas arenas do Coliseu pelos espanhóis da vida.

História das artes marciais na China


Estátua de Huangdi - também conhecido como Imperador Amarelo

Na China, as artes marciais parecem ter se originado no período da dinastia Xia, mais de 4000 anos atrás.

Segundo a tradição, Huangdi – a mítica figura do Imperador Amarelo, que teria ascendido ao comando do reino mais ou menos em 2698 AEC – criou os primeiros sistemas de combate da China.

Convém ressaltar aqui o fato de que ao Imperador Amarelo são atribuídas várias criações, desde armas e utensílios diversos, até tratados sobre medicina e astrologia.

No entanto, não teria sido ele a única lenda a criar um estilo de combate. Chi You, um de seus principais adversários, teria sido o criador do jiao di – um precursor da moderna arte do wrestling chinês.

Obviamente, o que nos informa a tradição tem muito mais de lenda do que de fato.

De papel passado

Em termos de documentação, as primeiras referências às artes marciais chinesas são encontradas nos famosos Anais da Primavera e Outono, onde é mencionada uma teoria de combate corpo-a-corpo.

Também o clássico dos Ritos – atribuído a Confúcio, e mais ou menos da mesma época dos Anais – menciona um sistema de combate chamado juélì ou jiǎolì.

Ele incluía técnicas de:

  • golpes;
  • arremessos;
  • manipulação das articulações; e
  • ataques de pontos de pressão.

Taoismo, Estados Beligerantes e uma dinastia depois da outra



Também a filosofia taoista e sua abordagem de saúde relacionada a atividades físicas influenciou, até certo ponto, as artes marciais chinesas.

Praticantes do taoismo tem exercitado o tao yin – uma atividade física semelhante ao tai chi chuan – pelo menos desde 500 AEC, no período da história chinesa conhecido como Primavera e Outono.

Além disso, referências diretas a conceitos taoistas podem ser encontradas, por exemplo, em estilos como o dos oito imortais.

Já durante o período dos Estados Beligerantes (480-221 AEC), houve um extenso desenvolvimento da filosofia e da estratégia marcial – tendo como resultado não apenas A Arte da Guerra de Sun Tzu, mas também alguns dos outros seis Clássicos Militares da China Antiga.

Daí pra frente, vários períodos apresentaram algum destaque no desenvolvimento das artes marciais chinesas:

  • Dinastia Qin (221-207 AEC) - o jiao di ao qual nos referimos ali em cima tornou-se um esporte; 
  • Dinastia Han (206 AEC a 8 EC) - as bibliografias que registram a história dessa dinastia relatam uma distinção entre a luta sem armas e sem regras - conhecida como shǒubó, para a qual manuais de treinamento já haviam sido escritos – e a luta esportiva, conhecida como juélì;
  • Entre 39 e 92 EC - foram incluídos capítulos relacionados à luta com as mãos no texto de Pan Ku conhecido como Han Shu;
  • Cerca de 100 EC - o Shǐ Ji, Registros do (Grande) Historiador, escrito por Sima Qian, também documenta o wrestling;
  • Aí por volta de 220 EC - o médico Hua Tuo compôs os Exercícios dos Cinco Animais - tigre, cervo, macaco, urso e pássaro -  que estão muito associados a estilos de luta do sul da China, muito embora com animais diferentes no circuito;
  • Dinastia Tang (618 EC a 907 EC) - descrições de danças com espadas foram imortalizadas nos poemas de Li Bai;
  • Dinastias Song e Yuan (960 EC a 1368 EC) - disputas de xiangpu foram patrocinadas pelos tribunais imperiais.

E não sei porque as palavras “disputa” e “tribunais” na mesma frase me lembraram dos famigerados julgamentos por combate de Game o Thrones.

Será?

Índia, budismo, Shaolin e as artes marciais chinesas


Chinês com aparência de monge do Templo Shaolin, fazendo pose de lutador de kung fu

Apesar de toda essa documentação aí, as artes marciais asiáticas que hoje conhecemos provavelmente tem fundamento em um misto de modalidades primitivas da própria China e também da Índia.

Isso, a despeito de terem começado a tomar a forma atual durante as dinastias Ming e Qing.

Ocorre, no entanto, que evidências escritas da existência de artes marciais no sul da Índia remontam à literatura Sangam - do séc. II AEC ao séc. II EC, aproximadamente. As técnicas de combate do período Sangam foram os primeiros precursores do Kalaripayattu.

Avançando na linha do tempo, histórias lendárias fazem uma ligação da origem do shaolin quan com a propagação do Budismo (no início do séc. V EC) - desde a Índia até a China - por meio da figura de monge Bodhidharma.

Como todos sabemos, onde há fumaça, há fogo - e lendas em muitos casos tem lá seu pé na realidade. Algum tempo depois encontramos evidência de que os famosos monges do Templo Shaolin de fato tornaram-se mestres do kung fu.

Trata-se de uma estela do ano de 728 EC atestando que:

  1. O Templo Shaolin foi defendido pelos monges contra um ataque sofrido por bandoleiros, ali por volta do ano de 610 EC; e
  2. O mesmo templo exerceu um papel importante na derrota do general Wang Shichong, na batalha de Hulao, em 621 EC.

Há um silêncio documental dos séculos VIII ao XV, sobre qualquer participação dos Shaolin em combate.

No entanto, diversas fontes dos séculos XVI e XVII apresentam evidências de que os monges não apenas praticavam artes marciais, como também de que tais práticas tornaram-se um elemento integrante da vida monástica.

A primeira aparição da lenda a respeito da fundação do estilo Shaolin de kung fu por Bodhidharma (à que me referi logo ali em cima) data deste período. A origem desta lenda, inclusive, foi rastreada até um texto atribuído ao monge budista, escrito em 1624, durante a dinastia Ming.

Para variar, trata-se de mais um clássico chinês - o Yijin Jing ou Clássico da Transformação dos Músculos e Tendões.


Lembra da cidade natal do Miyagi?

Referências à prática de artes marciais no Templo de Shaolin aparecem ainda em vários registros do período tardio da dinastia Ming.

Para citar alguns:

  • epitáfios de monges guerreiros de Shaolin;
  • manuais de artes marciais;
  • enciclopédias militares;
  • textos históricos;
  • diários, ou registros, de viagens;
  • ficção; e
  • poesia.

Embora essas fontes não apontassem para nenhum estilo específico de luta originado no Templo de Shaolin, davam algumas pistas interessantes.

Por exemplo, podemos encontrar referências a métodos de combate armado – que incluem uma habilidade pela qual os monges Shaolin se tornaram famosos: a luta com o bastão.

Uma referência mais direta é a do livro Ji Xiao Xin Shu – algo como Novo Tratado da Eficiência Militar - do general Ming chamado Qi Jiguang. Nele, é incluída a descrição da “técnica Shaolin de punho” (shaolin quan fa) e de técnicas de bastão.

Quando esse livro se espalhou pela Ásia Oriental, inclusive, teve uma grande influência sobre o desenvolvimento das artes marciais em regiões como Okinawa, no Japão, e Coreia.

Kung fu, wushu, quan fa e as farinhas do mesmo saco


Ator da Ópera de Pequim no palco com uma vela e uma espada

Neste momento já passou da hora de fazer um esclarecimento importante.

Ocorre que o termo kung fu, ao longo do tempo, converteu-se em sinônimo ou de um estilo de luta específico, ou das próprias artes marciais chinesas. Mas, a julgar pelo que vi por aí, originalmente não tinha a ver nem com um nem com outro.

O termo kung fu refere-se, em chinês, a habilidades que são adquiridas por meio da aprendizagem ou prática.

É uma palavra composta pelas palavras kung (ou gong) - que no contexto significa trabalho, realização ou mérito -, e fu - que é uma partícula ou sufixo nominal com diversos significados, mas aqui tem a ver com dificuldade.

Assim, kung fu significaria algo como trabalho duro - entre outras coisas. 

A palavra certa

A palavra mais apropriada para designar as artes marciais chinesas como um todo seria, de fato, wǔshù. É uma expressão formada por duas partículas:

  • , que significa marcial ou militar; e
  • shù, que pode ser traduzida como arte, disciplina, habilidade ou método.

Para ser ainda mais preciso, o equivalente chinês ao termo artes marciais chinesas seria zhongguo wǔshù - sendo que zhongguo é tão somente a expressão utilizada pelos chineses para se referir ao seu próprio país, o Reino do Meio.

O tempo foi passando e o termo wǔshù - normalmente escrito no ocidente sem os acentos, wushu - tornou-se também o nome dado ao moderno esporte de exibição e de combate.

Por fim, também existe o quan fa - outro termo eventualmente utilizado para artes marciais chinesas, embora seja mais comumente traduzido como "boxe" ou "técnica de combate".

Seu significado é algo como "método de punho" ou "a lei do punho" - quan significa "boxe" ou "punho" (ou, literalmente, mão enrolada); fa significa "lei", "caminho" ou "método".

Resumo da ópera de Pequim: (quase) sempre que você ler por aí kung fu e wushu, entenda artes marciais chinesas.

E haja tutano pra decorar tanto nome diferente e esquisito, não é mesmo?

Estilos de artes marciais chinesas


Estátua do mais famoso lutador de kung fu animal de todos os tempos, o Kung Fu Panda

Agora que nós temos alguma ideia do que significam kung fu, wushu e todos esses termos quase alienígenas, partamos para entender algo que é intrínseco às artes marciais chinesas: os estilos.

Existe uma miríade deles, criados e aperfeiçoados ao longo de centenas e mais centenas de anos - cada um com seu próprio conjunto de técnicas e ideias.

Há estilos que, por exemplo:

  • imitam movimentos de animais (os chamados imitativos);
  • se inspiram nas mais diversas filosofias ou religiões, mitos e lendas chinesas;
  • colocam a maior parte de seu foco no aproveitamento do qi;
  • se concentram na competição; e
  • são ligados a determinada família, como o hung gar.

E também há um monte de misturas disso tudo aí.

Para facilitar o entendimento e a categorização dessa mixórdia toda, convencionou-se ao longo do tempo utilizar características comuns entre eles para um agrupamento mais amplo.

A seguir, veremos rapidamente três dos principais agrupamentos utilizados.


Imitativos (ou: o segredo dos cinco furiosos)

Como eu escrevi ali em cima, imitativos são os estilos que, geralmente, imitam os movimentos de animais.

Boa parte dos estilos e técnicas de kung fu desenvolvidos pelos monges do Templo Shaolin - para os quais normalmente se usa a expressão shaolin quan. - caem nesta categoria.

No entanto, no caso do shaolin quan, são apenas cinco animais:

  • Tigre (Hu);
  • Leopardo (Bao);
  • Garça (He);
  • Serpente (She); e
  • Dragão (Long).

Então, lembra do Kung Fu Panda? Pois é, aqueles animais não foram escolhidos à toa (exceto, talvez, o próprio panda).

Preste atenção, também, que três desses animais fazem parte do horóscopo chinês. Coincidência? Eu diria que não... mas vá saber!

Conjecturas à parte, não são apenas esses animais aí que possuem estilos próprios. Pelo menos quatro outros animais também "lutam" kung fu:

  • Águia;
  • Macaco;
  • Louva-deus; e
  • Pavão.

Sobre esses estilos animais, vale a pena dar uma olhada na excelente série do National Geographic a respeito d'A Ciência das Artes Marciais - em especial o episódio sobre Lutar como um Animal.

É simplesmente impressionante o que esses caras dão conta de fazer!

Internos e externos (ou: você achou que ia escapar do yin e yang?)


Velas acesas em suportes com a forma yin e yang

Outro tipo de classificação existente para os estilos trata de diferenciá-los de um jeito quase cristão:

  • nèijiāquán - estilos que tem mais foco na manipulação do qi, conhecidos como internos; e
  • wàijiāquán - os que se concentram na melhoria muscular e condicionamento cardiovascular, chamados de externos.

Espírito e carne.

Cheio e vazio. 

Yin e yang.

A propósito, categorização em interno e externo deixa explícita uma dualidade e uma complementariedade bem ao estilo yin e yang mesmo.

De fato, isso é algo praticamente indissociável da cultura chinesa - e com as artes marciais não poderia ser diferente.

Assim, os princípios de yin e yang, são parte intrínseca do desenvolvimento histórico e prático de virtualmente qualquer estilo de arte marcial chinesa. É como se a ausência de um ou outro tornasse as habilidades do praticante desequilibradas ou deficientes – considerando que o yin e o yang sozinhos, como sabemos, são incompletos.

Ou como poderia dizer Oswaldo Montenegro,

metade de mim é yin, e a outra metade também.


Geografia (ou: sumiram com os pontos cardeais)

Outro tipo de classificação bastante comum é a associação de estilos à origem geográfica, quer dizer à região da China onde os estilos originaram-se.

Embora, no limite, a classificação inclua até a província ou cidade, o mais comum é utilizar os pontos cardeais norte (běiquán) e sul (nanquán) - sendo que a separação se dá pela pela maneira mais ridiculamente simples de todas: o rio Yangtze (Chang Jiang).

Os estilos do norte - como o chang quan e xingyi quan - tendem a enfatizar:

  • chutes rápidos e poderosos;
  • saltos altos; e
  • movimento geral fluido e rápido.

Já os do sul - como o bak mei, wuzu quan, choy li fut e wing chun - concentram-se mais:

  • no braço forte;
  • em técnicas de mão;
  • em posturas estáveis, imóveis; e
  • no rápido trabalho de pés.

A título de mera curiosidade, o wing chun foi um dos estilos que o mestre Bruce Lee aprendeu.

Fraco, hein!

Acabou, mas vem mais por aí


Boneco de Bruce Lee olhando meio torto para a câmera

Caramba, que textão! E sabe que eu gostei de escrever o bicho?

Talvez por eu ser um fã das artes marciais, inclusive e especialmente as chinesas. Gosto da plasticidade delas e também de toda a filosofia que há por trás.

Praticar, que é bom mesmo, está meio longe de minhas atuais possibilidades (ou prioridades).

Mas quem sabe um dia eu aproveito que tem um mosteiro budista não muito longe daqui de casa... ou que tem uma turma de tai chi chuan ali do outro lado do Eixão, que é ainda mais pertinho.

Enquanto isso, vou pensando em alguns posts futuros derivados deste aqui.

Teremos, assim espero, pelo menos:

  • Grandes mestres das artes marciais chinesas da história - que já será um dos próximos posts;
  • Bruce Lee - você não achou que eu nunca escreveria sobre ele, achou?
  • Os principais estilos de wushu, ou kung fu, ou artes marciais chinesas mesmo - ainda sem previsão no curto prazo, deve gerar também um monte de filhotinhos;
  • Grandes lutadores da história, reais ou fictícios - também sem previsão.

Quanto a esse último, estarei a apresentar feras de variados estilos de luta, inclusive de fora da China. Obviamente, teremos Muhammed Ali, Chuck Norris e Elektra, entre muitos outros.

E isso aí em cima é só o que consigo lembrar que foi me aparecendo enquanto escrevia esses finalmentes.

Espero que tenha gostado e conto com seus comentários aí em baixo.

Grande abraço e que a força esteja com você!


Livros que podem te interessar



Créditos e referências


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Florestas de pedra, Venezas da China, corvos-marinhos e portões dos céus nas fotos do mês


Lente de uma câmera fotográfica com uma paisagem espelhada em um vidro

Olha, se tem uma coisa complicada é esse tal de tempo. E a princípio você não tem nada a ver com isso, mas eu tenho:

  • um trabalho bacana que paga minhas contas;
  • uma lista interminável de posts para escrever ou atualizar;
  • este bendito livro que escrevo sobre Sun Tzu (o autor do nosso já querido A Arte da Guerra) - que afinal é toda a razão de ser deste blog.

E quando eu coloco o tempo nessa equação, a conta simplesmente não fecha. Por isso decidi mudar um pouco meus planos pra ver se melhoram as chances de tudo isso aí dar certo e eu ainda conseguir:

  • dar às mulheres da China da minha vida a atenção merecida;
  • assistir minhas séries e filmes preferidos; e
  • ler meus super atrasados quadrinhos!

A ideia é a seguinte: novos textos originais e épicos serão publicados uma vez por mês.

Alternando essas publicações, também mensalmente, teremos posts com uma ideia que já estava ruminando em minha cabeça há algum tempo e acho que você vai gostar.

A proposta é publicar todo mês fotos com temática chinesa (inclusive históricas e sobre história), junto com breves comentários a respeito de cada uma.

Simples assim! Desse jeito, consigo manter a qualidade dos textos, bem como a regularidade quinzenal dos posts.

E como aquela frase sobre imagens e palavras neste caso é mais do que apropriada, vamos logo ao que interessa.

Floresta de Pedra de Zhangjiajie

Veja um trecho da descrição sobre a Floresta de Pedra, extraído do site China Radio International:

Zhangjiajie é uma região famosa por seu relevo peculiar com formações rochosas como a floresta de pedras de quartzo. Esta última, única na China, foi descoberta na década de 1970. Em 1982, o país criou seu primeiro parque florestal em Zhangjiajie.  




Fenghuang e uma Veneza na China

Essa foi difícil, mas, a julgar por aquela torre presente em outras fotos espalhadas por aí, parece tratar-se de Fenghuang - uma antiga cidade na província de Hunan, na China, com ares de Veneza.

Devo dizer que fotos com barcos (quase) sempre me fascinam - e essa de cima, bem como a próxima, não é diferente.



O pescador e o corvo-marinho

Talvez seu conceito de pescaria seja um pouco diferente e envolva um motor de popa, tralhas e mais tralhas, litros de cerveja e três caminhões de pedras de gelo.

Mas esta foto aí é simplesmente sensacional!!!! E ainda tenho dificuldade para acreditar que é de verdade - parece muito com algo criado por computador.



A montanha do portão dos céus

Não tem nada a ver com Bob Dylan, nem Axl Rose, muito menos Zé Ramalho - argh!!!

Trata-se tão somente de uma vista da Montanha Tianmen, localizada no Parque Nacional de mesmo nome, em Zhangjiajie.



Alguns finalmentes

É isso aí. São quatro fotos por publicação, uma para cada semana do mês.

Considerando o que escrevi lá no começo do post, você não verá nesta série os créditos ao final - como tenho feito nos textos regulares (veja um exemplo aqui no texto sobre os 36 estratagemas).

No entanto, em se tratando de pins do Pinterest, você sempre pode seguir a foto até encontrar a origem e (com alguma sorte) o autor.

A exceção a respeito dos créditos irá para a foto de abertura, que a princípio será sempre de um tema relacionado à arte de fotografar.

Espero que tenha gostado e aguarde poucas e boas para o próximo mês.

Aliás, qual delas você achou melhor?

Claro que eu gostaria de saber da sua opinião nos comentários. Sinta-se à vontade para descer a lenha (ou não). 

Zài Jiàn!

Crédito da imagem de abertura


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