I Ching, o Livro das Mutações - Livro Primeiro, Hexagrama 24: Fu / Retorno (o Ponto de Transição)

Imagem de 'Fu / Retorno (o Ponto de Transição)' - hexagrama número 24, de 64 que fazem parte do I Ching, o Livro das Mutações

Esse texto faz parte da série a respeito do I Ching, o Livro das Mutações, que publicamos no blog quinzenalmente. A proposta é apresentar os textos sobre os 64 hexagramas publicados nos livros Primeiro e Terceiro do livro de Richard Wilhelm.

Para entender melhor o que é o I Ching, sugerimos dar uma olhada no post:


Para consultar o índice dos 64 hexagramas, basta acessar:


Cada hexagrama inclui:

  • uma introdução geral, apresentando aspectos básicos do hexagrama;
  • nome do hexagrama (卦名 guàmíng), que por si só já é repleto de simbolismos;
  • texto, também chamado julgamento ou oráculo, que revela em linguagem simbólica o significado do hexagrama e possui poucas frases, tendo a ele sido adicionados comentários e interpretações ao longo dos séculos, a fim de ajudar o leitor a traduzir o ensinamento ancestral;
  • imagem ou símbolo, que apresenta uma mensagem adicional, com um modelo de conduta ou um conselho estratégico para lidar com a situação indicada pelo hexagrama; e
  • os textos das linhas, em número de seis, indicam alternativas ou transformações possíveis das condições retratadas no hexagrama - lembrando que as linhas são contadas de baixo para cima, sendo a linha inferior a primeira.

E isso é basicamente tudo que você precisa saber para continuar. Boa leitura!

Livro Primeiro (o Texto), Hexagrama 24: Fu / Retorno (o Ponto de Transição)

O ponto de transição é sugerido pelo fato de que, após as linhas obscuras expulsarem do hexagrama as linhas luminosas acima, uma outra linha luminosa surge novamente, embaixo.

O tempo das trevas passou. O solstício de inverno traz a vitória da luz.

Este hexagrama é atribuído ao décimo primeiro mês do calendário chinês, o mês do solstício (dezembro-janeiro).

Julgamento


RETORNO. Sucesso. Saída e entrada sem erro. Amigos chegam sem culpa. Para adiante e para trás segue o caminho. Ao sétimo dia vem o retorno. É favorável ter aonde ir.

Após uma época de decadência vem o ponto de transição. A luz poderosa que tinha sido banida retorna.

Porém, este movimento não é provocado pela força. Como a característica do trigrama superior K'un é a devoção, o movimento é natural e surge espontaneamente.

Por isso, a transformação do antigo também torna-se fácil. O velho é descartado e o novo, introduzido. Ambos os movimentos estão de acordo com as exigências do tempo e, portanto, não causam prejuízos.

Formam-se associações de pessoas que têm os mesmos ideais. Como tal grupo se une em público e está em harmonia com o tempo, os propósitos particulares e egoístas estão ausentes e, assim, erros são evitados.

A ideia de retorno baseia-se no curso da natureza. O movimento é cíclico e o caminho se completa em si mesmo.

Por isso, não é necessário precipitá-lo artificialmente. Tudo vem de modo espontâneo e no tempo devido. Esse é o sentido do céu e da terra. Todos os movimentos se completam em seis etapas e a sétima traz o retorno.

Deste modo, o solstício de inverno, com o qual tem início o declínio do ano, ocorre no sétimo mês após o solstício de verão. Do mesmo modo, o nascer do sol ocorre na sétima hora dupla, 34 após o crepúsculo.

Por isso, o sete é o número da luz nova e surge quando ao seis, o número da grande escuridão, se adiciona a unidade. Assim, o estado de repouso dá lugar ao movimento.

Imagem


O trovão no interior da terra: a imagem do PONTO DE TRANSIÇÃO. Assim, os reis da antiguidade fechavam as passagens na época do solstício. Comerciantes e forasteiros não transitavam e o governante não viajava pelas províncias.

Na China, o solstício de inverno foi sempre celebrado como a época de repouso do ano - costume que se conserva até hoje, no período de descanso do ano novo. No inverno, a energia vital, simbolizada pelo trovão, "O Incitar", encontra-se ainda no interior da terra.

O movimento está em seus primórdios e, por isso, deve-se fortalecê-lo através do repouso, para que não se dissipe num uso prematuro. Esse princípio básico, de fazer com que a energia nascente se fortifique através do repouso, aplica-se a todas as situações similares.

A saúde que retorna após uma doença, o entendimento que ressurge após uma discórdia, enfim, tudo o que está recomeçando deve ser tratado com suavidade e cuidado, para que o retorno leve ao florescimento.

Textos das linhas


Nascer do sol com a luz refletida nas nuvens: ilustra a seção a respeito dos textos das linhas de ''Fu / Retorno (o Ponto de Transição)'', um dos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações


Nove na primeira posição significa: retorno de uma curta distância. Não é necessário remorso. Grande boa fortuna!

Pequenos desvios do bem não podem ser evitados. Porém, é preciso retroceder a tempo, antes de ir longe demais.

Isto é especialmente importante na formação do caráter. Todo pensamento maléfico, por menor que seja, deve ser imediatamente afastado, antes que avance demais e se enraíze na mente.

Assim, não haverá necessidade de arrependimento e tudo irá bem.

Seis na segunda posição significa: retorno tranqüilo. Boa fortuna.

O retorno é um ato de autodomínio e sempre exige decisão. Isto se torna mais fácil quando uma pessoa se encontra em boa companhia.

Se consegue pôr de lado o orgulho e segue o exemplo dos homens de bem, encontra boa fortuna.
Seis na terceira posição significa: retorno repetido. Perigo. Nenhuma culpa.

Há pessoas que, em virtude de uma certa instabilidade interior, tendem constantemente a retroceder.

É sem dúvida perigoso esse movimento hesitante que, com freqüência, se deixa afastar do bem em virtude de desejos descontrolados para, em seguida, retroceder, mudando sua opinião.

Mas como isso também não conduz a uma consolidação do mal, a tendência geral a superar o defeito não está excluída por completo.

Seis na quarta posição significa: andando no meio dos outros, retorna-se sozinho.

Alguém se encontra em meio a uma sociedade de homens inferiores, mas se mantém ligado por vínculos interiores a um amigo forte e bom; isso o leva a retornar sozinho.

Embora não se faça qualquer menção à recompensa ou castigo, esse retorno é certamente favorável, pois a opção pelo bem traz sua própria recompensa.
Seis na quinta posição significa: retorno digno. Nenhum arrependimento.

Quando o movimento do retorno chega, não se deve buscar refúgio em desculpas banais e sim proceder a uma introspecção e a um auto-exame.

Caso se tenha cometido algum erro, deve-se tomar a nobre decisão de reconhecer o erro. Ninguém se arrependerá de seguir esse caminho.

Seis na sexta posição significa: perde-se o retorno. Infortúnio. Infortúnio interno e externo. Se os exércitos forem postos em marcha desta forma, se sofrerá, ao final, uma grande derrota, desastrosa para o governante do país. Durante dez anos não se estará em condições de atacar.

Quando se perde o momento certo para o retorno, encontra-se o infortúnio.

O infortúnio tem sua causa interna numa atitude errônea diante do mundo. O infortúnio externo é conseqüência dessa atitude errônea.

Descreve-se aqui uma cega obstinação e o julgamento correspondente.

Depois de tudo

E aqui alcançamos o final do texto sobre o hexagrama Fu / Retorno (o Ponto de Transição), da primeira parte do livro I Ching, o Livro das Mutações.

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  • 25. Wu Wang / Inocência (O Inesperado)

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I Ching, o Livro das Mutações - Livro Primeiro, Hexagrama 23: Po / Desintegração


Imagem de 'Po / Desintegração' - hexagrama número 23, de 64 que fazem parte do I Ching, o Livro das Mutações

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Cada hexagrama inclui:

  • uma introdução geral, apresentando aspectos básicos do hexagrama;
  • nome do hexagrama (卦名 guàmíng), que por si só já é repleto de simbolismos;
  • texto, também chamado julgamento ou oráculo, que revela em linguagem simbólica o significado do hexagrama e possui poucas frases, tendo a ele sido adicionados comentários e interpretações ao longo dos séculos, a fim de ajudar o leitor a traduzir o ensinamento ancestral;
  • imagem ou símbolo, que apresenta uma mensagem adicional, com um modelo de conduta ou um conselho estratégico para lidar com a situação indicada pelo hexagrama; e
  • os textos das linhas, em número de seis, indicam alternativas ou transformações possíveis das condições retratadas no hexagrama - lembrando que as linhas são contadas de baixo para cima, sendo a linha inferior a primeira.

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Livro Primeiro (o Texto), Hexagrama 23: Po / Desintegração

As linhas obscuras estão prestes a galgar o cume e provocar a queda da última linha firme e luminosa, exercendo sobre ela sua influência corrosiva.

O inferior, o obscuro, não luta de maneira direta contra o que é superior e forte, mas vai solapando lentamente em sua ação dissimulada, até que ao final provoca-lhe a queda.

As linhas do hexagrama representam a imagem de uma casa. A linha superior é o telhado. Ao ruir o telhado, a casa desaba.

O hexagrama é atribuído ao nono mês do calendário Chinês (outubro-novembro). O poder Yin avança dominando cada vez mais e está prestes a suplantar por completo o poder Yang.

Julgamento


DESINTEGRAÇÃO. Não é favorável ir a parte alguma.

Esta é a época do avanço dos inferiores, que estão prestes a expulsar os últimos homens fortes e nobres. Sob tais circunstâncias, decorrentes do ciclo em andamento, não é favorável ao homem superior empreender coisa alguma.

A atitude correta nessas épocas adversas deve ser deduzida das imagens e seus atributos. O trigrama inferior significa a terra, cujo atributo é a docilidade e a devoção. O trigrama superior significa a montanha, cujo atributo é a quietude.

Isso sugere a aceitação da época adversa, mantendo-se a quietude. Não se trata aqui de uma iniciativa humana, mas das condições do ciclo em vigor; estes ciclos, seguindo as leis celestiais, alternam o aumento e a diminuição, a plenitude e o vazio.

Não é possível se contrariar essas condições do tempo e por isso não é covardia, e sim sabedoria, submeter-se, evitando a ação.

Imagem


A montanha repousa sobre a terra: a imagem da DESINTEGRAÇÃO. Assim, os superiores só podem garantir suas posições mediante dádivas aos inferiores.

A montanha repousa sobre a terra. Se ela for íngreme e estreita, não tendo uma base larga, ruirá. Sua posição é segura somente quando se ergue da terra larga e ampla, e não orgulhosa e íngreme.

Do mesmo modo, aqueles que governam repousam sobre o amplo fundamento do povo. Eles também devem ser generosos e magnânimos como a terra, que a tudo sustenta.

Desse modo, tornarão sua posição segura como a montanha em sua tranquilidade.

Textos das linhas


Telhados velhos de casas chinesas: ilustra a seção a respeito dos textos das linhas de ''Po / Desintegração'', um dos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações


Seis na primeira posição significa: a perna da cama se desintegra. Os perseverantes são destruídos. Infortúnio.

Os homens inferiores avançam, sorrateiros, e começam, num destrutivo trabalho de intriga, a solapar o homem superior. Os partidários do governante que permanecem leais são destruídos através de calúnias e intrigas.

A situação é desastrosa. Porém, nada se pode fazer senão esperar.

Seis na segunda posição significa: o canto da cama se desintegra. Os perseverantes são destruídos. Infortúnio.

Cresce o poder dos homens inferiores. O perigo já se aproxima da própria pessoa. Os sinais se tornam claros e a tranqüilidade é perturbada.

Além de se estar numa posição perigosa, não se conta com ajuda ou solidariedade nem por parte dos que estão acima, nem por parte dos que estão abaixo. Num tal isolamento, torna-se necessário uma extrema cautela.

É preciso adaptar-se às condições do momento e evitar a tempo o perigo. Perseverar teimosamente em manter seu ponto de vista levaria à ruína.

Seis na terceira posição significa: rompendo sua ligação com eles. Nenhuma culpa.

Um homem se encontra em meio a um ambiente nocivo ao qual está exteriormente ligado. Porém, ele tem vínculos internos com um homem superior.

Com isso consegue atingir o equilíbrio que o liberta das tendências dos homens inferiores que o rodeiam. Assim, cria-se um antagonismo com eles, mas isso não é um erro.

Seis na quarta posição significa: a cama desintegra-se até a pele. Infortúnio.

Aqui a desgraça alcança não somente o lugar de descanso, mas atinge até mesmo o seu ocupante. O texto não traz qualquer advertência ou comentário.

O infortúnio tendo chegado ao seu clímax não pode mais ser evitado.

Seis na quinta posição significa: um cardume. Favores vêm através das damas do palácio. Tudo é favorável.

Aqui, a natureza do poder da obscuridade se modifica em virtude da proximidade imediata do princípio luminoso, ao alto.

A escuridão já não combate mais ao forte princípio luminoso com intrigas, porém se submete à sua orientação. Liderando as outras linhas fracas, dirige-as todas à linha forte, assim como uma princesa conduz suas servas, como um cardume, a seu marido, obtendo assim seus favores.

Ao subordinar-se voluntariamente ao que está ao alto, o que está abaixo encontra sua felicidade e o que está acima recebe o que lhe é devido. Assim tudo vai bem.

Nove na sexta posição significa: um grande fruto ainda não foi comido. O homem superior recebe uma carruagem. A casa do homem inferior se desintegra.

Aqui a desintegração chega ao final. Quando o infortúnio esgota suas forças, retornam épocas melhores.

A semente do bem permanece, e é justamente quando o fruto cai ao chão que o bem renasce de sua semente.

O homem superior recupera sua influência e sua efetividade. Ele é sustentado pela opinião pública, como se estivesse sobre uma carruagem. A maldade do homem inferior volta-se contra ele próprio. Sua casa é destruída.

Aqui se manifesta uma lei da natureza. O mal não é nefasto apenas para o bem, mas termina por destruir-se a si próprio. Pois o mal, vivendo somente da negação, não pode subsistir em si mesmo.

O homem inferior se conduz melhor quando é controlado pelo homem superior.

Depois de tudo

E aqui alcançamos o final do texto sobre o hexagrama Po / Desintegração, da primeira parte do livro I Ching, o Livro das Mutações.

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  • 24. Fu / Retorno (o Ponto de Transição)

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I Ching, o Livro das Mutações - Livro Primeiro, Hexagrama 22: Pi / Graciosidade (Beleza)

Imagem de 'Pi / Graciosidade (Beleza)' - hexagrama número 22, de 64 que fazem parte do I Ching, o Livro das Mutações

Esse texto faz parte da série a respeito do I Ching, o Livro das Mutações, que publicamos no blog quinzenalmente. A proposta é apresentar os textos sobre os 64 hexagramas publicados nos livros Primeiro e Terceiro do livro de Richard Wilhelm.

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  • uma introdução geral, apresentando aspectos básicos do hexagrama;
  • nome do hexagrama (卦名 guàmíng), que por si só já é repleto de simbolismos;
  • texto, também chamado julgamento ou oráculo, que revela em linguagem simbólica o significado do hexagrama e possui poucas frases, tendo a ele sido adicionados comentários e interpretações ao longo dos séculos, a fim de ajudar o leitor a traduzir o ensinamento ancestral;
  • imagem ou símbolo, que apresenta uma mensagem adicional, com um modelo de conduta ou um conselho estratégico para lidar com a situação indicada pelo hexagrama; e
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Livro Primeiro (o Texto), Hexagrama 22: Pi / Graciosidade (Beleza)

Este hexagrama mostra um fogo que irrompe das misteriosas profundezas da terra e cujas chamas ascendem, iluminando e embelezando a montanha, às alturas celestiais.

A graciosidade, a beleza da forma, é necessária em toda união para que esta se realize de modo ordenado e agradável, e não desordenado e caótico.

Julgamento


A GRACIOSIDADE tem sucesso. É favorável empreender algo em assuntos menores.

A graciosidade traz o sucesso. Mas não é essencial nem fundamental. É apenas um ornamento e por isso deve ser usada com moderação, em pequena escala.

No trigrama inferior, o fogo, uma linha suave surge entre duas linhas fortes, embelezando-as; as linhas fortes constituem a essência, a linha fraca é a forma embelezadora. No trigrama superior, a montanha, a linha forte toma a liderança, de modo que aqui também deve ser considerada como fator decisivo.

Na natureza, vemos no céu a luz forte do sol, da qual depende a vida no mundo. Mas essa força, esse atributo essencial, modifica-se com a graciosa variação da lua e das estrelas.

Na vida humana, a forma estética consiste no fato de princípios sólidos e firmes como montanhas tornarem-se agradáveis em virtude de sua lúcida beleza. Contemplando as formas existentes no céu, pode-se compreender o tempo e suas diferentes exigências.

Contemplando as formas existentes na sociedade humana, pode-se estruturar o mundo.

Imagem


O fogo na base da montanha: a imagem da GRACIOSIDADE. Assim procede o homem superior esclarecendo assuntos correntes. Mas ele não ousa decidir questões controvertidas dessa maneira.

O fogo, cuja luz ilumina e embeleza a montanha, não brilha a grande distância. Assim também, a forma graciosa é suficiente para alegrar e para aclarar assuntos de menor monta.

Porém, questões importantes não podem ser decididas dessa maneira. Exigem maior seriedade.

Textos das linhas


Cachoeira de lava na paisagem noturna: ilustra a seção a respeito dos textos das linhas de ''Pi / Graciosidade (Beleza)'', um dos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações


Nove na primeira posição significa: ele embeleza os dedos dos pés, abandona a carruagem e caminha.

A condição de iniciante e a posição subalterna exigem que a própria pessoa realize um esforço para avançar. Pode haver uma oportunidade para, subrepticiamente, se facilitar a caminhada - representada pela imagem da carruagem.

Mas um homem íntegro despreza tal modo questionável de ajuda. Ele prefere andar a pé do que andar indevidamente numa carruagem.

Seis na segunda posição significa: ele embeleza a barba em seu queixo.

A barba não é algo independente; só pode mover-se junto com o queixo. A imagem significa então que a forma só deve ser considerada como consequência e como atributo do conteúdo.

A barba é um adorno supérfluo. Cultivá-la por si só, sem levar em consideração o conteúdo interno ao qual ela serve de ornamento, seria sinal de uma certa frivolidade.
Nove na terceira posição significa: gracioso e úmido. A perseverança constante traz boa fortuna.

Isto indica uma situação de vida muito agradável. Uma pessoa se encontra envolvida pela beleza e inebriada pelo esplendor.

Essa beleza pode, sem dúvida, ornamentar, mas também pode subjugar.

Por isso, a advertência para não se deixar mergulhar nessa comodidade inebriada, mas procurar se manter constante em sua perseverança. Disso depende a boa fortuna.

Seis na quarta posição significa: graça ou simplicidade? Um cavalo branco chega como que voando. Ele não é um salteador, deseja cortejar, no momento devido.

Uma pessoa se encontra numa situação de dúvida: deve continuar e procurar a beleza do brilho externo, ou será melhor voltar à simplicidade? A dúvida em si mesma já implica na resposta.

Uma confirmação chega do exterior; vem como um cavalo branco alado. O branco indica simplicidade.

Mesmo que, num primeiro momento, pareça decepcionante ter de renunciar às comodidades que por outro caminho se poderiam obter, com o tempo encontra-se a paz interior na união verdadeira com o amigo que corteja.

O cavalo alado é o símbolo dos pensamentos que transcendem os limites do espaço e do tempo.
Seis na quinta posição significa: graciosidade nas colinas e nos jardins. O embrulho de seda é pobre e pequeno. Humilhação, mas, ao final, boa fortuna.

Alguém se afasta do contato com os homens das regiões baixas, que procuram apenas o luxo e a ostentação, e se volta à solidão das alturas. Ele encontra então uma pessoa a quem pode admirar e a quem gostaria de ter como amigo.

Mas os presentes que tem para oferecer são pobres e pequenos e ele se sente então envergonhado. Porém, não é a dádiva externa que importa, mas a sinceridade de sentimento.

Por isso, tudo acaba bem.

Nove na sexta posição significa: graciosidade simples. Nenhuma culpa.

Aqui, no nível mais elevado do desenvolvimento, todo ornamento é descartado. A forma não mais oculta o conteúdo, mas o manifesta em plenitude.

A graciosidade suprema não consiste no adorno externo da matéria e, sim, na simplicidade e adequação da forma.

Depois de tudo

E aqui alcançamos o final do texto sobre o hexagrama Pi / Graciosidade (Beleza), da primeira parte do livro I Ching, o Livro das Mutações.

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I Ching, o Livro das Mutações - Livro Primeiro, Hexagrama 21: Shih Ho / Morder

Imagem de 'Shih Ho / Morder' - hexagrama número 21, de 64 que fazem parte do I Ching, o Livro das Mutações

Esse texto faz parte da série a respeito do I Ching, o Livro das Mutações, que publicamos no blog quinzenalmente. A proposta é apresentar os textos sobre os 64 hexagramas publicados nos livros Primeiro e Terceiro do livro de Richard Wilhelm.

Para entender melhor o que é o I Ching, sugerimos dar uma olhada no post:


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Cada hexagrama inclui:

  • uma introdução geral, apresentando aspectos básicos do hexagrama;
  • nome do hexagrama (卦名 guàmíng), que por si só já é repleto de simbolismos;
  • texto, também chamado julgamento ou oráculo, que revela em linguagem simbólica o significado do hexagrama e possui poucas frases, tendo a ele sido adicionados comentários e interpretações ao longo dos séculos, a fim de ajudar o leitor a traduzir o ensinamento ancestral;
  • imagem ou símbolo, que apresenta uma mensagem adicional, com um modelo de conduta ou um conselho estratégico para lidar com a situação indicada pelo hexagrama; e
  • os textos das linhas, em número de seis, indicam alternativas ou transformações possíveis das condições retratadas no hexagrama - lembrando que as linhas são contadas de baixo para cima, sendo a linha inferior a primeira.


E isso é basicamente tudo que você precisa saber para continuar. Boa leitura!

Livro Primeiro (o Texto), Hexagrama 21: Shih Ho / Morder

Este hexagrama representa uma boca aberta (cf. hexagrama 27), com um obstáculo entre os dentes (na quarta posição). Como resultado os lábios não se podem juntar.

Para uni-los é necessário morder energicamente através do obstáculo. Sendo o hexagrama composto dos trigramas trovão e relâmpagos, indica como às vezes na natureza as obstruções são eliminadas de forma enérgica.

Mordendo com tenacidade se vence o obstáculo que impede os lábios de se unirem. Da mesma forma a tempestade, com o trovão e o relâmpago, supera a tensão perturbadora na natureza.

Processos e penalidades eliminam os distúrbios que criminosos e caluniadores causam à harmonia da vida social. O tema desse hexagrama é um processo penal, em distinção ao hexagrama 6, CONFLITO, que tratava de processos civis.

Julgamento


MORDER tem sucesso. É favorável administrar justiça.

Quando um obstáculo impede a união, o sucesso é obtido através de uma enérgica mordida. Isso é válido em todas as circunstâncias.

Se a união não é consolidada, isto se deve a alguém que cria intrigas, um traidor, alguém que arma obstáculos e interfere, freando o caminhar. É necessário, então, intervir de forma enérgica, para evitar danos permanentes.

Uma tal obstrução deliberada não desaparece por si mesma. Para detê-la e eliminá-la é preciso julgar e castigar.

Mas é importante que se proceda de modo correto. O hexagrama é formado pelos trigramas Li, clareza e Chên, movimento e agitação.

Li é maleável, Chên é rígido. Recorrendo-se apenas à rigidez e à agitação, causar-se-ia um castigo muito violento; porém, clareza e suavidade sozinhas seriam muito fracas.

Unidos, os atributos dos dois trigramas criam a medida justa. É importante que o homem que decide (representado pela quinta posição) seja de natureza gentil e ao mesmo tempo, por sua conduta no cargo em que ocupa, inspire respeito.

Imagem


Trovão e relâmpago: a imagem do MORDER. Assim os reis da antiguidade consolidavam as leis através de penalidades claramente definidas.

As penalidades são as aplicações individuais das leis. As leis especificam as penalidades.

A clareza prevalece quando se distingue nitidamente entre as penalidades leves e as graves, de acordo com o delito. Isso é simbolizado pela clareza do raio.

A lei é fortalecida pela correta aplicação da penalidade; isso é simbolizado pelo terror do trovão.

O objetivo dessa clareza e rigor é inspirar o devido respeito; as penalidades não têm seu fim em si mesmas. Os obstáculos, na vida social, aumentam quando há falta de clareza nos códigos penais e negligência em executá-los.

Só se podem fortalecer as leis tornando-as claras e executando-as com presteza e decisão.

Textos das linhas


Parede velha com grafites de uma boca com dentes quebrados e um olho arregalado: ilustra a seção a respeito dos textos das linhas de ''Shih Ho / Morder'', um dos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações


Nove na primeira posição significa: seus pés estão presos no cepo de modo que os dedos desaparecem. Nenhuma culpa.

Quando um homem é castigado em sua primeira tentativa de cometer um mal, a penalidade é leve. Só os dedos dos pés são presos no cepo.

Isto o impede de seguir pecando e redime-o de culpa. O texto é, portanto, uma advertência para deter-se a tempo no caminho do mal.

Seis na segunda posição significa: mordendo através da carne macia de modo que o nariz desaparece. Nenhuma culpa.

Nesse caso é fácil distinguir entre o certo e o errado. É como morder em carne macia.

Encontrando um pecador renitente, indignado, um homem se excede um pouco. O desaparecimento do nariz, ao morder, significa que com a irritação se perde a acuidade perceptiva.

Mas isso não é muito prejudicial, pois o castigo como tal é justo.

Seis na terceira posição significa: mordendo uma velha carne ressecada encontra-se algo venenoso. Pequena humilhação. Nenhuma culpa.

Um castigo deve ser aplicado por alguém que não dispõe de suficiente poder e autoridade para fazê-lo. Por isso os castigados não se submetem.

Trata-se de uma causa antiga, simbolizada pela carne de caça salgada e, ao lidar com ela, depara-se com dificuldades. A carne velha está estragada.

Ao ocupar-se do assunto, aquele que deve aplicar o castigo atrai sobre si um venenoso ódio e por isso se vê numa situação um tanto humilhante. Mas como o castigo é uma exigência do tempo, ele permanece livre de culpa.

Nove na quarta posição significa: mordendo a carne seca cartilaginosa. Recebendo flechas de metal. É favorável estar atento ao perigo e ser perseverante. Boa fortuna.

Existem grandes obstáculos a serem superados, poderosos inimigos a serem castigados. O desafio é árduo mas o esforço terá êxito.

Para superar as dificuldades deve-se ter a dureza do metal e a retidão de uma flecha. Quando se está cônscio dessas dificuldades e se permanece perseverante, atinge-se a boa fortuna.

Ao final, a difícil tarefa é realizada.

Seis na quinta posição significa: mordendo a carne seca musculosa. Recebendo ouro amarelo. Perseverantemente consciente do perigo. Nenhuma culpa.

O caso a ser resolvido não é fácil, porém está perfeitamente claro.

Como se tende, por natureza, à benevolência, deve-se realizar um esforço para ser como o ouro amarelo, isto é, verdadeiro como o ouro e imparcial como o amarelo, a cor que simboliza o meio.

Só quando se permanece consciente dos perigos decorrentes da responsabilidade que se assumiu é que se podem evitar erros.

Nove na sexta posição significa: o pescoço preso à canga de madeira de modo que as orelhas desaparecem. Infortúnio.

Ao contrário da linha inicial, esta se refere a um homem incorrigível. Como castigo, ele está preso pelo pescoço à canga de madeira, na qual suas orelhas desaparecem.

Isto significa que ele se torna surdo às advertências. Essa obstinação conduz ao infortúnio.

Depois de tudo

E aqui alcançamos o final do texto sobre o hexagrama Shih Ho / Morder, da primeira parte do livro I Ching, o Livro das Mutações.

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I Ching, o Livro das Mutações - Livro Primeiro, Hexagrama 20: Kuan / Contemplação (a Vista)

Imagem de 'Kuan / Contemplação (a Vista)' - hexagrama número 20, de 64 que fazem parte do I Ching, o Livro das Mutações

Esse texto faz parte da série a respeito do I Ching, o Livro das Mutações, que publicamos no blog quinzenalmente. A proposta é apresentar os textos sobre os 64 hexagramas publicados nos livros Primeiro e Terceiro do livro de Richard Wilhelm.

Para entender melhor o que é o I Ching, sugerimos dar uma olhada no post:


Para consultar o índice dos 64 hexagramas, basta acessar:


Cada hexagrama inclui:

  • uma introdução geral, apresentando aspectos básicos do hexagrama;
  • nome do hexagrama (卦名 guàmíng), que por si só já é repleto de simbolismos;
  • texto, também chamado julgamento ou oráculo, que revela em linguagem simbólica o significado do hexagrama e possui poucas frases, tendo a ele sido adicionados comentários e interpretações ao longo dos séculos, a fim de ajudar o leitor a traduzir o ensinamento ancestral;
  • imagem ou símbolo, que apresenta uma mensagem adicional, com um modelo de conduta ou um conselho estratégico para lidar com a situação indicada pelo hexagrama; e
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Livro Primeiro (o Texto), Hexagrama 20: Kuan / Contemplação (a Vista)

Uma pequena variação de acento dá ao nome chinês desse hexagrama um duplo significado. Por um lado, representa a contemplação, por outro, o fato de ser contemplado, de ser um exemplo, um modelo.

Essas ideias são sugeridas pelo fato de o hexagrama poder ser relacionado com a forma de um tipo de torre, muito frequente na China antiga. Do alto dessas torres tinha-se uma ampla visão dos arredores e, por outro lado, quando situada no cume de uma montanha, a torre era vista de longe.

Assim, o hexagrama mostra um dirigente que contempla, ao alto, a lei dos céus, e em baixo, os costumes do povo. Graças a seu bom governo, ele se torna um elevado exemplo e modelo para o povo.

Este hexagrama está relacionado com o oitavo mês do calendário Chinês (setembro-outubro). A força luminosa se retira e a escuridão está novamente em ascensão.

Entretanto, esse aspecto não é relevante para a interpretação do hexagrama como um todo.

Julgamento


CONTEMPLAÇÃO. A ablução já foi realizada, mas ainda não a oferenda. Confiantes, eles erguem o olhar para ele.

O ritual de sacrifício na China começava com uma ablução e uma libação, com que se invocava a divindade. Em seguida se oferecia o sacrifício.

O lapso de tempo entre as duas cerimônias é o mais sagrado, o momento de suprema concentração interior. Quando a devoção é sincera, inspirada por uma fé verdadeira, sua contemplação tem um efeito transformador e inspira respeito naqueles que a presenciam.

Na natureza também se observa um rigor sagrado e grave que se manifesta na regularidade com que se desenrolam todos os fenômenos. A contemplação do sentido divino subjacente à ocorrência de todos os fenômenos no universo dá, ao homem destinado a liderar os outros, meios para realizar efeitos semelhantes.

Para isso é necessário a concentração interior que a contemplação religiosa desenvolve nos grandes homens, dotados de uma fé poderosa. Permite-lhes apreender as misteriosas e divinas leis da vida e, através da mais profunda concentração, chegarem a expressar essas leis em suas próprias pessoas.

De sua contemplação emana um poder espiritual oculto que influência e domina os homens, sem que eles estejam conscientes de como isso ocorre.

Imagem


O vento sopra sobre a terra: a imagem da CONTEMPLAÇÃO. Assim os reis da antiguidade visitavam as regiões do mundo, contemplavam o povo e o instruíam.

Quando o vento sopra sobre a terra, alcança todos os recantos e a grama inclina-se ante seu poder. Esses dois fatos encontram confirmação nesse hexagrama.

As duas imagens simbolizam a forma de agir dos reis da antiguidade.

Por um lado, graças a viagens regulares, eles observavam atentamente a vida de seu povo e nenhum costume em vigor lhes passava desapercebido. Com isso, exerciam, por outro lado, a influência necessária para mudar os hábitos inconvenientes.

Tudo isso indica o poder de uma personalidade superior. Um tal homem será capaz de perceber os verdadeiros sentimentos da grande massa da humanidade e por isso não poderá ser enganado.

Por outro lado, ele exercerá sua influência através da mera presença, e o impacto de sua personalidade fará com que todos sejam por ele orientados, assim como a grama pelo vento.

Textos das linhas


Homem do alto de uma torre a contemplar, por cima, a paisagem de montanhas cobertas por nuvens: ilustra a seção a respeito dos textos das linhas de ''Kuan / Contemplação (a Vista)'', um dos 64 hexagramas do I Ching, o Livro das Mutações


Seis na primeira posição significa: contemplação pueril. Para um homem inferior, nenhuma culpa. Para um homem superior, humilhação.

Isso significa uma contemplação à distância, sem compreensão. Há um homem influente, mas sua atuação não é compreendida pelas pessoas comuns.

Isso não tem grande importância em relação às massas, pois são beneficiadas pela ação do sábio governante, mesmo sem compreendê-lo. Mas, para o homem superior, isso é uma desgraça.

Ele não deve satisfazer-se com uma contemplação superficial e irrefletida das forças dominantes; deve contemplá-las em conjunto e procurar compreendê-las.

Seis na segunda posição significa: contemplação através de uma brecha na porta. Favorável à perseverança de uma mulher.

Através de uma brecha na porta se tem uma visão restrita. Olha-se de dentro para fora.

A contemplação é limitada subjetivamente. Um homem relaciona tudo a si mesmo e é incapaz de se colocar no lugar do outro e compreender os motivos de sua ação.

Isso é apropriado a uma boa dona-de-casa, que não precisa entender dos assuntos do mundo. Para um homem que tem de atuar na vida pública, este modo egoísta e limitado de ver as coisas é evidentemente nefasto.

Seis na terceira posição significa: a contemplação de minha vida decide entre progresso ou retrocesso.

Este é o ponto de transição. Aqui o homem já não olha mais para fora, para receber imagens limitadas e confusas, porém dirige a contemplação a si mesmo em busca de orientação para suas decisões.

Essa introspeção representa a superação do egoísmo ingênuo daquele que vê a tudo de seu próprio ponto de vista. Ele começa a refletir e com isso se torna objetivo.

Porém, o autoconhecimento não consiste em alguém se ocupar dos seus próprios pensamentos; é, isto sim, voltar-se para as consequências do que criou.

É somente através dos efeitos resultantes de sua vida que uma pessoa pode julgar se o que realizou significa progresso ou retrocesso.

Seis na quarta posição significa: contemplação da luz do reino. É favorável exercer influência como convidado de um rei.

Isso descreve um homem que conhece os segredos do que faz um reino florescer. Tal homem deve ser colocado numa posição de autoridade em que possa exercer influência.

Ele deve ser como que um hóspede, isto é, deve ser reverenciado e deixado livre para agir com independência, e não ser usado como um instrumento.

Nove na quinta posição significa: contemplação de minha vida. O homem superior está livre de culpas.

Um homem que ocupa uma posição de autoridade, para o qual os outros erguem o olhar, deve estar constantemente disposto a analisar-se.

Porém, o correto modo de examinar-se não consiste numa passiva meditação sobre si mesmo e, sim, na análise dos efeitos que se produziram.Somente quando esses efeitos são benéficos e quando se tem uma boa influência sobre os outros é que a contemplação da própria vida trará ao homem a satisfação de se saber livre de erros.

Nove na sexta posição significa: contemplação da sua vida. O homem superior está livre de culpas.

Enquanto a linha anterior representa um homem que se contempla a si mesmo, aqui, na posição mais elevada, está excluído tudo o que é pessoal e relacionado ao ego.

Assim se tem a imagem de um sábio afastado dos assuntos do mundo. Liberto de seu ego, ele contempla as leis da vida, e reconhece que saber se manter livre de culpas é o supremo bem.

Depois de tudo

E aqui alcançamos o final do texto sobre o hexagrama Kuan / Contemplação (a Vista), da primeira parte do livro I Ching, o Livro das Mutações.

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Créditos e referências

Ilustrações e fotos creditadas na ordem em que aparecem no post.


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